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Empréstimo do FGC para salvar BRB pode levar mais tempo

STF negocia meio-termo para empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos ao BRB, com liberação gradual, participação de bancos públicos e atraso no aumento de capital

Vista da fachada dos edifícios que compõem a sede do Banco de Brasília (BRB), na capital federal.
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  • O empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito para salvar o BRB deve demorar, mesmo com audiência de conciliação marcada para esta quinta-feira (28).
  • Os grandes bancos fiadores souberam da negociação pela imprensa; o desenho da operação envolve STF, governo federal e governo do Distrito Federal.
  • A operação prevê o FGC emitir o crédito ao governo do Distrito Federal, com um pool de bancos garantindo o empréstimo e usando recursos do Fundo de Participação dos Estados e do Fundo de Participação dos Municípios como garantia.
  • O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, fará na sexta-feira (29) uma nova rodada de contatos com bancos em busca de apoio ao empréstimo.
  • O BRB aprovou ajustes no aumento de capital para permitir homologações parciais de até 8,8 bilhões de reais, mas o prazo de 29 de maio para conclusão pode não ser cumprido.

O empréstimo do FGC para salvar o BRB deve demorar. Grandes fiadores tomaram conhecimento da negociação pela imprensa e não de forma interna, segundo apurações. O acordo envolve o STF, a equipe econômica do governo Lula e o governo do DF, em meio a tensões com o setor bancário privado.

O desenho da operação prevê o empréstimo integral via FGC, com um pool de grandes bancos (S1) oferecendo fiança. Como garantia, estariam recursos do FPE e do FPM do Distrito Federal. A ideia é manter o apoio sem impacto direto nas contas públicas, segundo apuração inicial.

Desenho da operação e prazos

A liberação dependeria de uma audiência de conciliação marcada para esta quinta-feira. Operacionalmente, a liberação em poucos dias não é factível, dizem fontes envolvidas. Cada banco possui governança e prazos distintos para aprovar financiamentos.

O BRB comunicou que ajusta o processo de aumento de capital para permitir homologação parcial de recursos, até 8,8 bilhões de reais, com abertura gradual de impactos no capital. Lideranças do BRB disseram que o prazo de 29 de maio não seria cumprido.

Posições e cenários

O presidente do BRB, Nelson Souza, planeja viajar à Faria Lima na sexta para buscar apoio dos bancos. A votação sobre o socorro foi negociada pelo STF, mediada pelo ministro Luiz Fux, em resposta a ação do governo do DF. O Ministério da Fazenda avalia que o acordo não afeta as contas públicas.

A solução envolve a ampliação do limite de crédito do DF, visando viabilizar o socorro ao BRB. Com o formato proposto, Caixa e Banco do Brasil poderiam participar da operação, ampliando o conjunto de instituições disponíveis. O BRB não confirmou detalhes sobre publicação de balanço ou conclusão das negociações.

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