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EUA fecham acordo com Taiwan com tarifa de 15% e investimentos em chips

EUA detalham acordo com Taiwan: tarifa de 15% e até US$ 500 bilhões em investimentos em semicondutores e indústria nos EUA

Bandeira de Taiwan em rua de Kinmen
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  • Os Estados Unidos formalizaram a implementação de partes do acordo com Taiwan, detalhando reduções tarifárias e novos incentivos para semicondutores, energia e IA.

  • As tarifas sobre autopeças, madeira e derivados taiwaneses caem; tarifas sobre componentes aeronáuticos civis produzidos em Taiwan são eliminadas; o ajuste é retroativo a 1º de maio de 2026.

  • Taiwan deverá investir US$ 250 bilhões em investimentos diretos nos EUA e fornecer garantias de crédito para até US$ 250 bilhões em financiamento corporativo, totalizando até US$ 500 bilhões em investimentos.

  • O objetivo é fortalecer a cadeia doméstica de chips, reduzir riscos de fornecimento para setores como a indústria automotiva, e estimular a demanda por aço, alumínio, cobre e produtos de madeira.

Os Estados Unidos formalizaram nesta quarta-feira, 27, a implementação de parte do acordo comercial com Taiwan, detalhando reduções tarifárias e novos incentivos ligados à indústria de semicondutores e à cadeia produtiva americana. O anúncio será publicado no Federal Register na quinta, 28.

O texto oficializa a queda de tarifas de 20% para 15% sobre diversos produtos taiwaneses, incluindo autopeças, madeira e derivados, além da eliminação de tarifas sobre componentes aeronáuticos civis produzidos em Taiwan. As medidas decorrem do memorando de entendimento assinado em janeiro entre EUA e Taiwan, que entra em vigor imediatamente.

O acordo prevê que empresas taiwanesas devem investir US$ 250 bilhões em novos investimentos diretos nos EUA, voltados a semicondutores, energia e inteligência artificial. Taiwan também fornecerá garantias de crédito para financiar até US$ 250 bilhões em expansão industrial doméstica, totalizando até US$ 500 bilhões em investimentos no país.

Segundo o governo americano, esses aportes devem fortalecer a cadeia doméstica de chips e reduzir riscos de fornecimento para setores como a indústria automotiva. A proposta indica que maior capacidade produtiva nos EUA pode impulsionar a demanda por aço, alumínio, cobre e madeira.

As medidas têm efeito retroativo a 1º de maio de 2026, conforme o aviso publicado no documento oficial. A implementação faz parte de um conjunto de ações para aproximar Washington de Taipé em áreas estratégicas como semicondutores, telecomunicações, defesa e biotecnologia.

A assinatura faz parte de um acordo comercial mais amplo firmado entre os dois lados em fevereiro, que ainda não tem data definida para entrar em vigor. O acordo representa uma continuidade da diversificação de cadeias produtivas dos EUA longe de dependências externas.

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