- A Ferrari anunciou o Luce, seu primeiro carro 100% elétrico, com quatro portas e cinco lugares.
- O ex-presidente Luca Cordero di Montezemolo criticou o modelo, dizendo que prefere ver o cavallino rampante retirado do carro.
- O Luce tem 1 mil cavalos, acelera de 0 a 96 km/h em 2,5 segundos e tem autonomia superior a 529 quilômetros, com quatro motores, um para cada roda.
- O som do veículo foi criado para manter a identidade da marca, usando vibrações reais dos componentes elétricos em vez de simulacões de motor a combustão; o design foi feito em parceria com LoveFrom, de Jony Ive.
- A reação nas redes foi negativa entre fãs e críticos, as ações da Ferrari caíram na bolsa e o CEO Benedetto Vigna defendeu o lançamento, afirmando que o projeto levou meia década para ficar pronto.
Desde a revelação do primeiro carro 100% elétrico da Ferrari, o Luce, a empresa enfrenta críticas e debates sobre a direção da marca. O veículo, apresentado pela escuderia italiana, marca um marco histórico ao ser o primeiro da casa com tecnologia 100% elétrica e com quatro portas, posicionado para ocupar cinco lugares.
O ex-presidente Luca Cordero di Montezemolo, que conduziu a Ferrari entre 1991 e 2014, manifestou reservas sobre o modelo. Em evento realizado em Roma, ele sugeriu que a marca retire o cavallino rampante do carro, para evitar prejudicar a imagem histórica da Ferrari.
A Ferrari afirmou que o Luce foi desenvolvido em parceria com a LoveFrom, empresa associada ao designer Sir Jony Ive. O carro possui quatro motores elétricos, um para cada roda, e cerca de 1 mil cavalos de potência, com aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.
Luce significa luz em italiano. O veículo tem autonomia acima de 529 quilômetros e representa uma aposta da empresa em tecnologia elétrica, mantendo um sistema de som que utiliza vibrações reais para criar uma experiência sonora autêntica, sem copiar o ronco de motores a combustão.
O design recebeu críticas nas redes sociais, com usuários comparando o modelo a itens como aspiradores de pó ou objetos mal resolvidos. Em resposta, o CEO Benedetto Vigna ressaltou que o projeto demorou cerca de meia década para ser finalizado e que a ousadia sinaliza a liderança da Ferrari na eletrificação.
Em termos de mercado, o lançamento ocorre em um momento de incerteza para os veículos elétricos globalmente. Dados da Agência Internacional de Energia apontam 20 milhões de unidades vendidas no ano anterior, mas várias montadoras reduziram planos de eletrificação diante da demanda mais fraca e da concorrência chinesa.
A Ferrari informou que reduziu a meta de eletrificação para 2030: de 40% da linha totalmente elétrica para 20%. Após a apresentação do Luce, as ações da empresa recuaram nos principais mercados, com quedas expressivas na Bolsa de Milão e em Nova York.
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