- A Bungie confirmou que Destiny 2 terá a última atualização de conteúdo em 9 de junho, anunciada no dia 21 de maio, marcado como símbolo do ocaso dos jogos tipo live service.
- Jogos como serviço, que recebem atualizações constantes para gerar renda contínua, tiveram grandes ganhos com títulos como World of Warcraft, Fortnite, GTA V e Destiny, mas também fracassos como Anthem e Marvel’s Avengers.
- A Sony comprou a Bungie por US$ 3,6 bilhões em 2022 com o plano de lançar dez jogos como serviço até março de 2025; até agora, aparecem apenas Helldivers 2 e Marathon.
- Diversos projetos foram adiados ou cancelados, estúdios foram fechados e houve jogos live service cancelados, incluindo iniciativas ligadas a The Last of Us e God of War.
- O cenário econômico mudou: menos crescimento de jogadores após a pandemia, inflação que reduz gastos com entretenimento e queda do interesse público, contrastando com casos de sucesso como Capcom, que mantém lucros recordes com lançamentos regulares sem depender exclusivamente de live service.
A Bungie informou no dia 21 de maio de 2026 que fará, em 9 de junho, a última atualização de conteúdo de Destiny 2, seu jogo multiplayer de tiro. A medida marca o fim de uma fase de suporte ao título, lançado há quase nove anos, e sinaliza o ajuste da indústria às mudanças de mercado. A decisão ocorre no contexto de queda de interesse por jogos como serviço, após anos de investimento intenso.
O fim de Destiny 2 é visto como símbolo da erosão da era dos live service. Esses jogos recebiam atualizações contínuas e buscavam geração constante de receita, diferente de títulos que funcionam como produtos únicos. Mesmo com sucesso de alguns exemplos, diversos projetos falharam, levando a um cenário mais cauteloso entre investidores.
A indústria vivenciou mudanças relevantes após a pandemia. O boom de jogos como serviço foi acompanhado por custos elevados de desenvolvimento e incertezas de retorno, especialmente diante de pressões inflacionárias e ajustes macroeconômicos. A curiosa expectativa com o metaverso também perdeu força entre investidores.
Contexto estratégico da indústria
Pelo menos um ano se passou desde que a Sony, proprietária da Bungie, anunciou planos ambiciosos de lançar dez jogos como serviço até 2025. Hoje, a companhia tem apenas dois títulos no catálogo desse formato, com dois projetos em destaque: Helldivers 2 e Marathon, este último ainda buscando consolidação.
Ao longo do período, houve cancelamentos de projetos live service, fechamento de estúdios e mudanças de estratégia. Exemplos incluem cancelamentos de jogos da linha The Last of Us e God of War, além do fechamento de estúdios e redução de equipes técnicas envolvidas no lançamento de novos títulos.
Analistas apontam que fatores macroeconômicos pesaram sobre as apostas. A retração de jogadores após o fim do isolamento, inflação global e desaceleração de investimentos reduziram o apetite por grandes projetos de risco no setor.
Situação de outras grandes publishers
A Sega também retirou recentemente planos de um grande projeto live service, o Super Game, anunciado em 2021. A decisão reforça a leitura de que nem todas as apostas em jogos como serviço alcançam retorno estável, mesmo para empresas com portfólio consolidado.
Apesar do cenário desfavorável para parte dos lançamentos nesse formato, algumas fabricantes mantêm ganhos relevantes. A Capcom, por exemplo, registrou lucro recorde pelo nono ano seguido, sinalizando resultados positivos com a diversificação de lançamentos.
Considerações finais do momento
A indústria registra uma readequação de estratégias, com foco em lançamentos regulares variados e menos dependência de modelos de serviço contínuo. Mesmo com ajustes, o setor continua a investir em franquias renomadas e novas IPs, buscando equilíbrio entre inovação e retorno financeiro.
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