- IPCA-15 subiu 0,62% em maio, acima da mediana de 0,57% esperada pelos analistas.
- Em 12 meses, a inflação chegou a 4,64%, acima do teto da meta de 3%.
- O aumento foi puxado por alimentos e habitação.
- Mudanças de política e estímulos ajudam o consumo, mas pressionam a inflação e a rentabilidade de crédito.
- A taxa Selic está em 14,5% e vem sendo reduzida lentamente, com dúvidas sobre quanto mais pode recuar diante das pressões de preços.
A inflação medida pelo IPCA-15 subiu 0,62% em maio na primeira quinzena, no Brasil. A alta levou a inflação em 12 meses a 4,64%, acima da meta de 3% e do teto estabelecido pelo Banco Central. O resultado indica pressão de preços ainda elevada.
O índice ficou acima da mediana de 0,57% prevista por analistas consultados pela Bloomberg. A leitura mostra aceleração além das expectativas e reforça a necessidade de monitoramento da política monetária.
A disseminação de aumentos nos preços de alimentos e de aluguel pesou sobre o bolso do consumidor, ampliando a pressão inflacionária mesmo com o etanol e energia permanecendo em patamar elevado. O cenário complica o equilíbrio macroeconômico.
Medidas públicas e condicionantes
O governo tem adotado medidas de apoio social para atenuar o impacto das altas de preço, em meio a choques energéticos associados a tensões internacionais e à guerra no Irã. Tais medidas buscam sustentar o consumo familiar sem frear a atividade econômica.
As autoridades acompanham o comportamento da inflação enquanto o ciclo de aperto monetário permanece em curso. A Selic, hoje em 14,5%, segue com cortes graduais apenas se houver desaceleração de preços e melhoria das perspectivas econômicas.
A projeção de inflação para 2024 passou a subir, com expectativa de 5,04% em dezembro, segundo a pesquisa semanal do BC com economistas. A piora sugere maior cautela na condução monetária futura.
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