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Membro do Fed diz que o mundo pode precisar reduzir uso de petróleo e gás

Fed alerta que, com o Estreito de Ormuz fechado, consumo global de petróleo e gás pode recuar; EUA preveem alta de apenas 250 mil bpd neste ano

Presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, durante simpósio de Jackson Hole no Estado norte-americano de Wyoming
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  • A presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan, afirmou que o mundo pode precisar viver com menos petróleo e gás se o Estreito de Ormuz permanecer fechado por mais tempo, devido ao conflito entre EUA/Israel e o Irã.
  • O Irã restringiu o transporte marítimo pelo estreito, o que elevou os preços de energia, alimentos e fertilizantes; antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural líquidos passava pela rota.
  • Com suprimentos altamente restritos, o consumo global de petróleo e gás natural pode cair mais se o transporte não voltar aos níveis anteriores, dependendo de mudanças de energia e eficiência.
  • Executivos do setor de petróleo dos EUA, em pesquisa do Fed de Dallas, projetam alta de apenas 250 mil barris por dia na produção dos EUA neste ano e de 500 mil barris por dia no próximo.
  • O déficit global de petróleo, cerca de 13 milhões de barris por dia desde o início da guerra, tem sido compensado em parte pela redução de estoques finitos; há expectativa de equilíbrio dos mercados de energia em breve.

O mundo pode precisar conviver com menos petróleo e gás se o Estreito de Ormuz permanecer fechado por mais tempo devido ao conflito entre EUA, Israel e Irã. A preocupação foi apresentada pela presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan, em discurso preparado.

Logan destacou que o estreito recebeu, antes da guerra, cerca de 20% do petróleo e do gás natural líquidos que atravessavam rotas globais. Se o transporte marítimo não retornar aos níveis anteriores, o consumo mundial pode cair mais, afirmou.

Perspectiva sobre oferta e demanda

Executivos do setor de petróleo dos EUA participaram de uma pesquisa do Fed de Dallas, mostrando expectativa de crescimento lento da produção interna neste ano, em apenas 250 mil barris por dia. O aumento é menor do que o observado historicamente.

Para o próximo ano, a projeção é de 500 mil barris por dia, segundo o levantamento. Em contraste, a oferta global sofreu um déficit estimado em cerca de 13 milhões de barris diários desde o início do conflito com o Irã, compensado majoritariamente por reduções de estoques.

Contexto de mercado e impactos

Logan ressaltou que a gravidade do impacto depende da capacidade de usuários finais migrarem para outras fontes de energia ou utilizarem a energia de forma mais eficiente. A expectativa é de que os mercados ocupem patamar de equilíbrio em breve, se houver disponibilidade de moléculas.

A executiva também participou de um debate sobre política monetária, sendo uma das três autoridades do Fed que votaram contra a decisão de alta de juros no mês anterior. Em seu discurso, porém, não houve previsão econômica de curto prazo nem comentários sobre política monetária.

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