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Mercado de carbono revela limites da compensação ambiental

Mercado de carbono perde apelo reputacional; empresas exigem reduções reais de emissões, sobretudo no Scope três, com metas auditáveis e dados contínuos

Imagem do Magnific/freepik / DINO
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  • O mercado voluntário de carbono passa por transformação, com pressão de investidores, reguladores e auditorias ESG para reduções reais de emissões, não apenas compra de créditos.
  • Estudos indicam que a cadeia de suprimentos (Scope 3) pode representar até 90% da pegada de carbono de uma empresa e, em alguns casos, ser até 11,4 vezes as emissões operacionais.
  • O CEO da Ecomilhas afirma que houve mudança de “compensar para reportar” para “reduzir para sobreviver”, com pressão de capital, regulação e cadeia de fornecedores, levando a descarbonização integrada ao cenário financeiro e de risco.
  • A prática de comprar créditos sem adicionalidade ou com metodologias frágeis é contestada; a CSRD tornou o Scope 3 obrigatório, fortalecendo a hierarquia: reduzir primeiro, compensar só depois.
  • A Ecomilhas oferece solução de mobilidade corporativa com monitoramento por GPS, calculando tCO₂e evitada e fornecendo relatório auditável; o custo por tonelada reduzida costuma ser 5 a 10 vezes menor que créditos de alta qualidade.

O mercado voluntário de carbono vive uma transformação: empresas são cobradas por reduzir emissões de forma real e mensurável, não apenas compensar. Reguladores, investidores e auditorias ESG pressionam pela verificação de progressos concretos, especialmente em cadeias de suprimentos.

Estudos internacionais reforçam o desafio. Emissões da cadeia de suprimentos podem superar em até 11,4 vezes as operacionais, segundo o CDP, e o Scope 3 pode representar até 90% da pegada de carbono de uma empresa, conforme a McKinsey. Ainda assim, dados neste domínio costumam ter menor confiabilidade.

Segundo Lucas Nicoleti, CEO da Ecomilhas, a lógica mudou de compensação para redução, integrando-se à pauta financeira e de risco. A adoção de créditos com pouca adicionalidade é vista como insuficiente diante de metas cada vez mais rigorosas.

A nova diretriz do SBTi, que restringe créditos para metas de Scope 1 e 2 a partir de 2024, orienta a hierarquia: reduzir primeiro, substituir depois e compensar apenas como último recurso. O objetivo é que empresas priorizem redução real em toda a cadeia.

O principal entrave está no Scope 3, que concentra a maior parte das emissões e oferece dados menos confiáveis. Com a CSRD tornando o Scope 3 obrigatório, a atualização traz paradoxo: há maior materialidade para resultados, mas menor confiabilidade metodológica.

A Ecomilhas destaca a demanda por soluções que transformem mobilidade corporativa em redução mensurável. A empresa monitora deslocamentos de mais de 1 milhão de viagens de clientes como Volkswagen, Nestlé e Serasa, com garantia de auditoria pela KPMG.

Mobilidade corporativa como exemplo

A medição de emissões de deslocamento ainda é desafiadora, pois pesquisas apontam subestimação de 20% a 40% quando não há coleta contínua. Dados isolados dificultam comprovação de resultados para SBTi ou CSRD.

A solução apresentada usa tecnologia para capturar deslocamentos por GPS, calculando tCO₂e evitada e gerando relatórios mensais auditáveis. Funcionários recebem cashback via Green Card Mastercard co-branded, promovendo engajamento real.

Para as empresas, o ciclo de redução fica mais eficiente: medir, engajar, reduzir, reportar e repetir. Segundo o executivo, o custo por tonelada reduzida costuma ficar entre 5 e 10 vezes menor que o valor de créditos de alta qualidade, com melhor participação dos colaboradores.

Quem quiser conhecer mais detalhes pode acessar o material da Ecomilhas, que reúne metodologia, casos de uso e dados de implementação para CSRD, CDP e GHG Protocol.

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