- Futuros de ouro com entrega para junho caíram 1,20%, fechando em US$ 4.448,4 por onça-troy.
- Ações de negociação entre EUA e Irã trazem sinais conflitantes: Teerã informou ter obtido uma minuta não oficial de acordo; a Casa Branca afirmou que a reportagem é falsa.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse não estar satisfeito com os termos do que está sendo negociado com o Irã.
- UBS Global Wealth Management reduziu a previsão de fim de ano para o ouro, de US$ 5,9 mil para US$ 5,5 mil por onça-troy, mas projeta recuperação conforme o Fed moderar a política monetária.
- O banco sustenta que, à medida que evidências se acumularem de que o aumento de preços da energia não gerou impactos significativos, o Fed pode adotar tom mais moderado, com cortes de taxa previstos para dezembro e março do próximo ano.
O ouro fechou em queda nesta quarta-feira, recuando 1,20% e encerrando perto de US$ 4.448,40 a onça-troy para entrega em junho. O movimento veio após a divulgação de sinais conflitantes sobre possíveis acordos entre EUA e Irã.
Na bolsa Comex, a divisão de metais da Nymex manteve o tom de baixa. O recuo ocorreu mesmo com a queda do preço do petróleo durante a sessão, o que não foi suficiente para sustentar o metal precioso.
Mais cedo, a emissora estatal iraniana informou ter obtido uma minuta não oficial de um memorando com os EUA, prevendo a reabertura do tráfico no Estreito de Ormuz e a retirada de forças americanas. A Casa Branca negou a reportagem como falsa.
Perspectivas de mercado
O UBS Global Wealth Management revisou a projeção de preço do ouro para o fim do ano de US$ 5,90 mil para US$ 5,50 mil por onça-troy. A instituição acreditou que a demanda seguiria firme, caso o aperto monetário do Fed tenha arrefecimento.
Segundo o UBS, o cenário base aponta para cortes de juros do Federal Reserve em dezembro deste ano e em março do próximo, o que pode favorecer o retorno de fluxos para o metal. A expectativa depende da evolução dos indicadores macro.
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