- O IPCA-15 de maio subiu 0,62%, acima do esperado, puxado por energia e alimentos.
- A banda de energia, principalmente a tarifa elétrica, subiu 8,55% com influência da bandeira tarifária amarela.
- A gasolina caiu 0,55% em maio, contribuindo para o alívio da inflação.
- Inflação acumulada no ano ficou em 3,22% e em doze meses em 4,94%, acima do teto da meta de 3,75%.
- Mercado projeta Copom mantendo a Selic em 13,75% ao ano na próxima reunião; pressões de custos devem manter a inflação elevada nos próximos meses.
O IPCA-15 de maio fechou em 0,62%, acima das projeções do mercado, impulsionado por energia e alimentos. A gasolina teve efeito oposto, ajudando a aliviar a inflação. Os números foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira.
A alta de maio é a maior para o mês desde 2015,quando ficou em 0,66%. Com isso, a inflação acumulada no ano fica em 3,22% e, em 12 meses, em 4,94%, acima do teto da meta de 3,75%.
O principal motor da alta veio do grupo energia, com alta de 4,55%, puxada pela tarifa de energia elétrica, que avançou 8,55%. A bandeira tarifária amarela também contribuiu, refletindo maiores custos de geração.
No grupo de alimentos, o índice subiu 0,86%, impulsionado por elevação de hortaliças, frutas e carnes. Em contraste, o item gasolina caiu 0,55% em maio, após alta de 2,55% em abril, levando alívio à inflação.
Segundo o IBGE, o mercado estimava alta de 0,55% para maio. A leitura reforça a probabilidade de a taxa básica de juros permanecer em 13,75% ao ano na próxima reunião do Copom, em junho.
A instituição também aponta que fatores sazonais (energia) e de demanda (alimentos) influenciaram o resultado. A inflação deve permanecer pressionada por custos e preços administrados nos próximos meses.
O IPCA-15 de maio foi acompanhado pelo IPC, que avançou 0,66%, influenciado pelos mesmos componentes. A leitura reforça expectativa de trajetória alta da inflação no curto prazo.
O relatório destaca a necessidade de políticas para conter preços de energia e de alimentos. Governo e Banco Central devem manter o foco em controles de custos para reduzir pressões inflacionárias.
Por Karllon Aredes
Fontes: IBGE (IPCA-15 e IPC de maio)
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