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Rhodia avalia congelar investimentos no Brasil sob pressão do setor químico chinês

Rhodia avalia congelar investimento de R$ 100 milhões em Santo André diante da concorrência chinesa e da falta de política industrial no Brasil

Dados da Abiquim mostram que, entre 2022 e 2024, as importações de produtos químicos cresceram 75%
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  • A Rhodia, divisão brasileira da Solvay, avalia paralisar um investimento de R$ 100 milhões na fábrica de Santo André devido à entrada de químicos chineses a preços baixos.
  • A empresa já investiu R$ 30 milhões e irá reavaliar os planos no terceiro trimestre, com tendência a manter o restante do valor congelado.
  • O setor químico brasileiro registra crescimento de importações de 75% entre 2022 e 2024, e itens da China aumentaram 153% no mesmo período.
  • A executiva aponta falta de uma política industrial clara e alta carga tributária como entraves à competitividade; a Rhodia já fechou uma unidade em Paulínia por razões semelhantes.
  • Há preocupação com possível recuo da demanda devido ao fim da taxa das blusinhas, que isentava importados de até US$ 50, além de o país buscar reduzir dependência de gás natural para ganhar competitividade.

A Rhodia, divisão brasileira da Solvay, pode congelar um investimento de R$ 100 milhões na fábrica de Santo André. A decisão responde à pressão da entrada de químicos chineses a preços baixos e à ausência de ações governamentais de proteção.

Segundo a CEO Daniela Manique, o aumento das importações nacionais de químicos cresceu 75% entre 2022 e 2024, com importações da China crescendo 153%. A Rhodia já investiu R$ 30 milhões e reavalia o plano no terceiro trimestre.

A empresa avalia a paralisação em meio à concorrência externa e à recuperação ainda desigual do setor químico brasileiro. Em Paulínia, a Rhodia fechou uma unidade por questões semelhantes, mantendo dúvida sobre outras linhas de produção.

A executiva aponta que o Brasil carece de uma política industrial clara e de custos de produção elevados, o que dificulta a competição com produtos importados. Ela cita também a alta carga tributária sobre a indústria local.

A Rhodia opera com uma ociosidade estimada em 30%, muito acima do nível considerado saudável. A empresa afirma que, sem condições equivalentes, não é viável manter investimentos adicionais no parque fabril.

A possibilidade de menor demanda no segmento têxtil é citada como risco adicional. A fim de reduzir dependência de gás natural e elevar a produtividade, a Rhodia mantém um investimento de € 40 milhões, com foco em biomassa nas caldeiras, até 2027.

A empresa já explicou que a competitividade depende de condições de mercado iguais às de outras regiões. Dados da Abiquim indicam crescimento de 75% das importações, com 153% da China no período 2022-2024, elevando o déficit do setor.

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