- Ibovespa caiu 0,5%, fechando em 175.744 pontos, com queda semanal de 0,26% e recuo mensal de 6,2% (alta de 9% no ano).
- Giro financeiro do Ibovespa ficou em 16,4 bilhões de reais, 10% abaixo da média dos últimos 12 meses.
- Fluxo líquido de estrangeiros (venda) atingiu quase 13,5 bilhões de reais no mercado à vista de ações da B3, de início de maio até 25 de maio.
- Câmbio: dólar à vista subiu 0,66%, para 5,06 reais, com alta semanal de 0,65% e ganho mensal de 2,2%; IPCA-15 de maio veio acima das estimativas.
- Movimentos no mercado refletem aversão a ativos de risco e prioridade a teses de Inteligência Artificial, que puxam fluxos para ativos externos e pesam sobre ativos locais.
O Ibovespa fechou em queda de 0,5%, aos 175.744 pontos, nesta quarta-feira. O recuo ampliou a perda da semana para 0,26% e o mês, para 6,2%. A alta acumulada no ano ficou em 9%.
O giro financeiro do Ibovespa ficou em 16,4 bilhões de reais, 10% abaixo da média dos últimos 12 meses (18,2 bilhões). Investidores estrangeiros reduziram exposição a ativos de risco, movendo recursos para ativos considerados mais seguros.
O contexto externo seguiu pressionado pela distância do acordo entre EUA e Irã, o que reduziu liquidez global e elevou a aversão ao risco. No Brasil, a debandada de fluxos impacta o câmbio e a conjuntura de juros.
Fluxos e câmbio
Os saques líquidos de investidores estrangeiros do mercado à vista de ações da B3 somaram quase 13,5 bilhões de reais de começo de maio até o dia 25. No acumulado do ano, o fluxo saiu de 56,5 bilhões para 43,1 bilhões.
O dólar spot avançou 0,66%, para 5,06 reais. Na semana, o ganho é de 0,65% e, no mês, a alta soma 2,2%. O desempenho anual no câmbio local ainda mostra queda de 7,8%.
O IPCA-15 de maio veio acima das expectativas, reforçando a pressão inflacionária. Analistas reduziram as expectativas de alta da Selic, o que influencia o cenário de juros e câmbio.
O dólar, segundo o fluxo de capitais, reage menos a gatilhos domésticos específicos e mais aos fluxos globais vinculados a tech e IA. Teses ligadas à IA tiveram peso relevante nos ativos norte-americanos.
Cenário de IA e impactos locais
As teses de Inteligência Artificial, concentradas nas bolsas dos EUA, seguem como fator decisivo para o fluxo global de risco. Mesmo com o apetite contido, ativos de tecnologia mantêm viés de valorização para investidas futuras.
No Brasil, a leitura prática é de menor participação de ativos locais nesse movimento de tecnologia. A ausência de entrada significativa de capital em IA para o mercado brasileiro mostra efeito direto no desempenho da bolsa.
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