- Um em seis jovens não estará em educação, emprego ou treinamento em cinco anos, a menos que haja ação urgente.
- O relatório, assinado pelo ex‑ministro Alan Milburn, diz que os sistemas de educação, saúde e bem‑estar não preparam mais os jovens para a vida adulta.
- A previsão é de que chegaremos a 1,25 milhão de jovens de 16 a 24 anos fora do mercado até 2031.
- Entre outubro e dezembro de 2025, havia 957 mil jovens classificados como Neet, o equivalente a um em oito; mais da metade não procurava emprego.
- O governo diz estar agindo, com medidas como incentivar a contratação de jovens e ampliar aprendizados, enquanto o estudo aponta que 84% dos Neets desejam trabalho ou formação.
O relatório alerta que um sexto dos jovens entre 16 e 24 anos não estará em educação, emprego ou formação em cinco anos, sem ação urgente. O autor, ex-ministro Alan Milburn, afirma que o sistema atual está quebrado.
Segundo Milburn, educação, saúde e assistência social não preparam adequadamente para a vida adulta. Ele declara que há risco de geração perdida, com até 1,25 milhão de jovens fora do mercado até 2031.
O estudo aponta que o primeiro degrau da carreira encolheu e, para muitos, está fora de alcance. Um dilema surge entre exigir experiência de trabalho e a escassez de oportunidades de ganhá-la.
A taxa de desemprego entre 16 e 24 anos é de 16,2%, a maior desde 2014, e está acima de três vezes a taxa geral de desemprego, de 5%. Milburn foi encarregado de entender por que há tantos Neets.
Conforme números oficiais, houve 957 mil jovens Neet entre outubro e dezembro de 2025, o que representa um em cada oito nessa faixa etária, com mais da metade sem procurar trabalho. Milburn projeta alta até 2030/31.
Pat McFadden, secretário de Trabalho e Previdência, encomendou o relatório para evitar a ruína de uma geração. Ele cita ações em curso, como incentivos para contratar jovens e mais oportunidades de aprendizagem.
O ministro ressalta que o governo investe mais em benefícios do que em incentivo à entrada no trabalho, num patamar estimado em 25 para 1 em favor de benefícios, segundo o estudo.
Entre os jovens entrevistados, 84% desejam emprego ou formação, contrariando a ideia de desinteresse. Milburn afirma que o problema não é culpa dos jovens, mas de um sistema desatualizado.
Desafios e métricas
O relatório analisa como o número de empregos de baixa e média qualificação caiu nos últimos 20 anos, enquanto posições de maior qualificação cresceram. O setor de varejo e hotelaria tem mostrado grande impacto.
O documento também aponta que, no setor de hospitalidade, vagas disponíveis recuaram pela metade nos últimos quatro anos. Em empresas como a Nando’s, relatos de progresso mostram trajetórias de ascensão com apoio de mentoria.
Entre os casos apresentados, Zaynah relata dificuldade devido a problemas de saúde e falta de experiência. Ela já enviou mais de 200 candidaturas no último ano e não recebeu retorno.
Luke, com formação em design, enviou mais de 400 candidaturas e teve apenas uma entrevista que não resultou em emprego. Ele depende de benefícios para se manter.
Rocky, 23 anos, passou de desemprego a gerente de loja em três anos, após trabalhar em um restaurante. Ele credita mentoria e apoio de uma ONG pela mudança.
Medidas e próximos passos
O relatório aponta que o governo deverá apresentar soluções no relatório final. Enquanto isso, a gestão atual reforça ações de intervenção precoce, incluindo apoio a necessidades educacionais especiais e revisão de benefícios.
Os críticos de oposição destacam que políticas trabalhistas devem acompanhar reformas estruturais. Eles citam ajustes em custos de contratação e impostos para facilitar a entrada de jovens no mercado.
Analistas afirmam que é essencial alinhar educação, saúde e welfare às exigências do mercado de trabalho. O objetivo é reduzir o peso de benefícios e ampliar oportunidades de carreira para jovens.
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