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2ª fase de Carbono Oculto atinge fundos do PCC que duplicaram patrimônio, diz MP

Fluxo Oculto aponta quatro fundos ligados ao PCC com patrimônio estimado em R$ 205 milhões, crescimento de mais de 200% em pouco mais de um ano

Desdobramento da maior ofensiva contra a engrenagem financeira da facção, Operação Fluxo Oculto aponta que quatro fundos investigados no esquema de desvio de nafta acumulam patrimônio estimado em R$ 205 milhões
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  • A operação Fluxo Oculto cumpriu 59 mandados de busca e apreensão em empresas e residências de cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
  • Quatro fundos de investimento suspeitos de integrar o esquema de desvio de nafta ligados ao PCC acumulam patrimônio estimado em R$ 205 milhões, com crescimento superior a 200% em pouco mais de um ano.
  • O núcleo financeiro usado pela facção movimentava recursos entre distribuidoras, postos de combustíveis, empresas e fundos de investimento.
  • As investigações apontam abertura em série de empresas em diversos estados para sustentar as fraudes, com uso de parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade e detentos para registrar compradores de solventes, que na prática eram desviados para a Grande São Paulo.
  • Foram identificadas outras seis fintechs atuando como bancos paralelos da organização, integrando o controle financeiro, compensações internas e pagamento de despesas operacionais.

A Operação Fluxo Oculto, desdobramento da maior ofensiva contra a engrenagem financeira da facção PCC, cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados. A ação, deflagrada nesta quinta-feira, 28, mira fundos de investimento suspeitos de integrar esquema de desvio de nafta ligado ao PCC. O patrimônio estimado dos quatro fundos investigados é de cerca de R$ 205 milhões, com crescimento superior a 200% em pouco mais de um ano.

O objetivo é esclarecer fraudes, sonegação e operações de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. O Ministério Público, por meio do Gaeco, atua em parceria com a Receita Federal e forças de segurança para desmantelar o funcionamento. A ofensiva envolve auditores, analistas tributários e dezenas de agentes.

Ao longo da apuração, investigadores indicaram abertura em série de empresas em diversos estados para sustentar as fraudes. Partes envolvidas utilizavam parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade e até detentos para registrar empresas que, formalmente, compravam solventes, que na prática eram desviados para a Grande São Paulo.

Fundos e fintechs vinculados ao esquema

Investigações apontam a atuação de seis fintechs que funcionariam como bancos paralelos da organização. Essas instituições integravam um núcleo financeiro responsável por compensações entre distribuidoras, postos de combustíveis, empresas e fundos de investimento ligados ao grupo, além do pagamento de despesas operacionais e custos dos operadores.

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