- STF mediou acordo entre o governo do Distrito Federal e a União para socorrer o BRB com empréstimo de R$ 6,5 bilhões.
- Empréstimo virá do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e o Governo do Distrito Federal oferecerá recursos dos fundos de participação como garantia.
- BRB enfrenta crise financeira; a PF estima prejuízo de cerca de R$ 12 bilhões.
- Em 2023, o Banco Central impediu a compra do Banco Master pelo BRB por suspeitas de fraudes envolvendo Daniel Vorcaro.
- Anúncio ocorreu em Brasília; segundo a Advocacia-Geral da União substituta, não há recursos da União transferidos nem garantia ou aval da União em favor do Distrito Federal.
O governo do Distrito Federal e a União anunciaram nesta quinta-feira um acordo bilionário para socorrer o Banco de Brasília (BRB). O acordo, mediado pelo Supremo Tribunal Federal, autoriza o BRB a tomar um empréstimo de 6,5 bilhões de reais.
Os recursos virão do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), composto por depósitos de bancos públicos e privados. Como garantia, o Governo do Distrito Federal, controlador do BRB, apresentará recursos oriundos dos fundos de participação dos estados e municípios.
O BRB enfrenta uma crise financeira. Investigações da Polícia Federal apontam prejuízos estimados em cerca de 12 bilhões de reais. No ano passado, o BC impediu a compra do Banco Master pelo BRB após identificar suspeitas de fraudes associadas a uma empresa ligada ao empresário Daniel Vorcaro.
O acordo foi anunciado em Brasília. O advogado-geral da União substituto, Flávio José Roman, afirmou que foi criado um ambiente favorável à negociação entre o BRB e o FGC, destacando que não houve transferência de recursos da União nem garantias ou aval da União em favor do Distrito Federal.
Contexto e impactos
A negociação ocorre em meio a uma rodada de ajustes no BRB, com o objetivo de estabilizar a instituição e preservar a continuidade dos serviços para clientes. A depender da operação, a instituição poderá manter operações normais enquanto apura irregularidades.
Fontes avaliam que a solução busca evitar impactos maiores no sistema financeiro regional e na confiança de investidores. O acordo, no entanto, depende de honrar as garantias previstas e da continuidade da supervisão regulatória.
Entre na conversa da comunidade