- O Bitcoin caiu cerca de 3,4%, chegando a US$ 73.273, cotação de hoje, após notícia de ataque dos EUA contra o Irã; o menor valor em quase dois meses.
- O Ethereum recuou 4,5%, para US$ 1.987; XRP, Solana e BNB também tiveram quedas, em torno de 3%.
- Os ataques dos EUA atingiram uma base militar iraniana perto do Estreito de Ormuz e houve sanções americanas contra a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico.
- O recuo coincidiu com uma queda generalizada, levando a liquidações estimadas em US$ 958,8 milhões nas últimas 24 horas, com Bitcoin sendo o principal destaque.
- O mercado também acompanha a divulgação do PCE, indicador de inflação dos EUA, com expectativa de 3,8% (núcleo 3,3%), o que pode manter pressões por juros mais altos.
O Bitcoin caiu nesta quinta-feira (28) após o anúncio de ataques dos EUA contra uma base militar no Irã perto do Estreito de Ormuz. A cotação chegou a tocar US$ 72 mil, ampliando perdas da sessão com o dólar em alta e o petróleo em elevação. O movimento atingiu o mercado de criptomoedas como um todo.
O BTC operava em queda de 3,4% pela manhã, cotado a US$ 73.273. Em reais, o preço estava em torno de R$ 372.535, segundo o Portal do Bitcoin. Ethereum recuava 4,5%, para US$ 1.987, while XRP caía 3,1%. Solana e BNB caíam cerca de 3,4% cada.
Contexto geopolítico e impactos
O Comando Central dos EUA realizou ataques aéreos contra uma base iraniana e afirmou ter agido para defender um cessar-fogo anterior. O Tesouro dos EUA informou novas sanções à Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã, acusada de extorquir embarcações. O Irã afirmou responder aos ataques.
O Kuwait informou que reage a ameaças com defesa aérea, enquanto o presidente Trump afirmou que o estreito permanece aberto e sob vigilância dos EUA. As declarações ajudaram a manter a volatilidade nos mercados globais de ativos de risco.
Liquidações e projeções de inflação
Dados da CoinGlass indicaram liquidações totais de US$ 958,8 milhões nas últimas 24 horas, envolvendo 167.706 investidores. Bitcoin liderou as liquidações com US$ 386 milhões, seguido por Ethereum com US$ 246 milhões. Demais ativos acompanharam o recuo.
Analistas acompanham o PCE, indicador de inflação preferido do Federal Reserve. Espera-se leitura de 3,8% no índice, com núcleo em 3,3%. O dólar e o apetite por risco devem seguir atentos a esses números.
André Franco, CEO da Boost Research, destacou que o cenário é desfavorável para ativos de risco no curto prazo. Ele aponta que geopolítica, petróleo em alta e esperado PCE elevado pressionam o Bitcoin. A faixa prevista fica entre US$ 73,5 mil e US$ 74,4 mil.
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