- Em abril, o Brasil abriu 85,8 mil vagas formais, o pior resultado para o mês desde 2020.
- No mês, foram 2,2 milhões de contratações e 2,1 milhões de desligamentos, com saldo de 85,8 mil vagas.
- No acumulado de janeiro, foram criados 699 mil empregos formais; nos últimos doze meses, saldo de mais de 1 milhão de vagas, alta de 2,3%.
- Serviços abriu o maior número de vagas (69 mil), seguido por construção (23 mil) e indústria (9.256); comércio e agropecuária registraram saldo negativo.
- O ministro do Trabalho atribui a queda à alta da taxa de juros e aos efeitos da guerra; a Selic está em 14,5% ao ano.
O Brasil abriu 85,8 mil vagas formais de trabalho em abril, segundo dados do Caged divulgados pelo MTE. Foram 2,2 milhões de contratações e 2,1 milhões de desligamentos, o pior resultado para o mês desde 2020, início da pandemia.
O acumulado do ano aponta criação de 699 mil empregos formais até abril, abaixo do registrado no mesmo período de 2025 (913 mil). Em 12 meses, o saldo total é de mais 1 milhão de vagas, com alta de 2,3%.
Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a queda mensal reflete o efeito de juros elevados e da conjuntura internacional, citando impactos da guerra no Irã. A Selic está em 14,5% ao ano.
Perspectivas setoriais e regionais
O setor de serviços foi o grande responsável pela abertura de vagas, com +69 mil postos formais. Em seguida, vieram construção (+23 mil) e indústria (+9.256). No serviço, destaque para saúde humana (+18 mil) e transporte (+12 mil).
Comércio e agropecuária registraram saldo negativo: -8.114 e -8.378 vagas, respectivamente. A retração no comércio ocorreu pela redução de admissões nos varejo e atacado; no agro, pela queda de cultivos de soja, maçã e laranja.
Por estado, as maiores altas ficaram com Acre (+0,9%), Amapá (+0,8%) e Distrito Federal (+0,4%). No acumulado de janeiro a abril, o comércio foi o único setor a registrar saldo negativo, com perda de 26 mil vagas, puxada por vestuário e calçados.
Projeções regionais e setoriais
Entre os estados em alta, Goiás melhorou 2,8% no total de empregos formais, seguido por Amapá (2,6%) e Santa Catarina (2,5%). Alagoas concentrou a maior queda, com recuo de 2,69% no saldo de postos formais.
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