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Cidades inteligentes ampliam foco no cidadão

Cidades inteligentes passam a priorizar serviços ao cidadão, com governança de dados e PPPs para ampliar infraestrutura, mobilidade e segurança

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  • Cidades inteligentes deixam de focar apenas em tecnologia e passam a adotar uma agenda de desenvolvimento centrada no cidadão, usando dados para melhorar a vida nas áreas urbanas.
  • Para especialistas, o diferencial está na aplicação da tecnologia, não apenas na instalação; exemplos incluem sistemas de trânsito que aumentam o tempo de travessia para pedestres com mobilidade reduzida.
  • O mercado global de smart cities está em expansão, com US$ 952,1 bilhões em 2025, US$ 1,18 trilhão em 2026 e projeção de US$ 6,3 trilhões até 2034.
  • No Brasil, cidades como Vitória, Florianópolis, Niterói, São Paulo e Curitiba aparecem entre as melhores em rankings internacionais, com foco em governança de dados e parcerias público-privadas.
  • A Carta Brasileira para Cidades Inteligentes orienta desenvolvimento urbano sustentável, gestão colaborativa e uso seguro de dados, enquanto autoridades planejam ampliar PPPs por meio de Fundo de Estruturação de Parcerias da Presidência operado pela Caixa.

O conceito de cidades inteligentes ganhou corpo ao longo de duas décadas e abriu espaço para uma agenda de desenvolvimento urbano centrada no cidadão. Inicialmente voltado à tecnologia, o tema hoje envolve soluções que impactam serviços, mobilidade e sustentabilidade.

Especialistas destacam que o diferencial está na aplicação prática da tecnologia. Um sistema de trânsito inteligente pode ampliar o tempo de travessia para pedestres com mobilidade reduzida, por exemplo, indo além da simples instalação de aparelhos.

Dados apontam que até 2050 cerca de 60% da população mundial deve viver em smart cities. Têm uso de IA, IoT e análise de dados para melhorar energia, saúde, transporte, serviços e governança nas cidades.

No Brasil, municípios ganham projeção internacional. Em 2025, Vitória, Florianópolis, Niterói, São Paulo e Curitiba ficaram no top 5 do Ranking Connected Smart Cities. Rio e Curitiba já foram vencedores de outras edições.

Segundo especialistas, a cidade inteligente precisa de governança de dados e segurança cibernética para sustentar projetos. A gestão pública busca ampliar parcerias público-privadas para ampliar capacidade de implementação.

Márcio Della, do Ministério das Cidades, aponta que, no segundo semestre, deve ocorrer seleção de municípios para PPPs de Cidades Inteligentes via Fundo de Estruturação de Parcerias, operado pela Caixa.

Para as políticas públicas, a Carta Brasileira para Cidades Inteligentes define objetivos como desenvolvimento sustentável, inclusão digital, governança colaborativa e redução de desigualdades.

A visão de curto e médio prazo é a de que gestores respondam de forma mais direta às necessidades da população, com serviços de saúde, mobilidade, saneamento e meio ambiente aprimorados pela tecnologia.

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