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CNI critica aprovação da PEC do fim da escala 6×1 como inadequada e inoportuna

CNI critica aprovação da PEC que reduz a jornada; afirma ser inadequada e inoportuna e pede debate técnico no Senado sobre impactos econômicos e no emprego

A PEC aprovada pela Câmara prevê o fim gradual da escala de seis dias trabalhados para um de descanso - (crédito: Fibra)
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  • A Confederação Nacional da Indústria (CNI) critica a PEC que acaba com a escala 6×1, aprovada pela Câmara, e a classifica como inadequada e inoportuna.
  • A entidade afirma que a discussão deve ocorrer no Senado apenas após as eleições, com equilíbrio técnico e responsabilidade, considerando impactos para empresas, trabalhadores, consumidores e a economia.
  • A PEC prevê fim gradual da escala de seis dias trabalhados para um dia de descanso, com redução da jornada semanal de 44 horas, e seguiu para análise do Senado.
  • A CNI aponta impactos entre 6% e 9% em diferentes setores, com aumento possível de custos e de preços, especialmente para micro e pequenas empresas.
  • O órgão ainda alerta para risco de enfraquecimento das negociações coletivas e defende que mudanças sejam acompanhadas de ações para aumentar produtividade, inovação e qualificação profissional.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou como inadequada e inoportuna a aprovação da PEC que abre mão gradual da escala 6×1 na Câmara dos Deputados. A mudança foi aprovada em dois turnos e segue para o Senado. O argumento é de que a decisão ocorreu sob pressão eleitoral.

A CNI afirma que o tema requer debate técnico aprofundado apenas após as eleições. A entidade teme que a redução da jornada, sem adaptação adequada, eleve custos para empresas e preços de produtos, afetando trabalhadores, consumidores e a economia.

O que diz a CNI

A confederação aponta impactos previstos entre 6% e 9% em diversos setores da economia, com maior sensibilidade em micro e pequenas empresas. Também preocupa a possível força diminuta das negociações coletivas ao impor mudanças por lei.

Por que preocupa

Segundo a CNI, mudanças amplas na legislação trabalhista devem vir acompanhadas de melhoria de produtividade, com incentivo à inovação e qualificação. A ideia é evitar impactos negativos sobre investimentos e geração de empregos.

O que vem pela frente

Com a aprovação na Câmara, a PEC agora será analisada pelo Senado, em dois turnos. A indústria espera audiências públicas e debates técnicos, antes de uma decisão final, para avaliar impactos econômicos e setoriais com mais cautela.

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