- A taxa de desemprego foi de 5,8% no trimestre terminado em abril, queda de 0,8 p.p. frente ao mesmo período de 2025, apesar de juros elevados.
- Adriana Beringuy, do IBGE, destaca que a resiliência vem da demanda por trabalhadores em diversos setores, não apenas no público ou no privado.
- A renda real habitual ficou em R$ 3.732, com estabilidade no trimestre e crescimento de 5,3% no ano. A massa de rendimento real habitual somou R$ 377 bilhões, estável no trimestre e +6,5% no ano.
- Emprego por carteira assinada no setor privado chegou a 39,3 milhões; sem carteira soma 13,3 milhões; setor público tem 12,9 milhões; trabalhadores por conta própria são 26 milhões; domésticos, 5,4 milhões.
- População fora da força de trabalho ficou em 66,5 milhões; desalentados somam 2,6 milhões e representam 2,3% (estável no trimestre, caindo 0,4 p.p. no ano para 2,7%). A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre força de trabalho.
A demanda por trabalhadores em todos os setores sustenta a resiliência do mercado de trabalho, mesmo diante de juros elevados. A visão é da pesquisadora Adriana Beringuy, da coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE.
Segundo a PNAD-Contínua, a taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, queda de 0,8 p.p. ante o mesmo período de 2025. Houve alta de 0,4 p.p. em relação ao intervalo entre nov/2025 e jan/2026.
A pesquisadora ressalta que a diversidade de setores que contratam ajuda a manter o mercado estável. Com mais oferta de empregos, o consumo tende a se manter mesmo com juros mais altos.
Desempenho do mercado e rendimentos
O rendimento real habitual ficou em R$ 3.732, indicando estabilidade no trimestre e crescimento anual de 5,3%. A massa de rendimento atingiu R$ 377 bilhões, estável no trimestre e com alta de 6,5% no ano.
Apesar dos ganhos, a especialista destaca que o consumo fica caro com juros elevados. Manter ocupação é essencial para sustentar o consumo agregado da economia.
Estrutura da força de trabalho
No mês/ trimestre, houve 39,3 milhões de empregados formais no setor privado. Trabalhadores sem carteira somaram 13,3 milhões, com estabilidade. No setor público, 12,9 milhões, estáveis, porém com alta anual de 3,4%.
O número de empregados por conta própria somou 26 milhões, estável, com ganho anual de 2,3%. Trabalhadores domésticos chegaram a 5,4 milhões, estáveis no trimestre, mas recuaram 4,7% no ano.
População fora da força e desalentados
A população fora da força de trabalho ficou em 66,5 milhões, estável frente ao trimestre anterior, com alta anual de 1,6%. A população desalentada foi de 2,6 milhões, estável no trimestre e caiu 15,3% no ano.
O índice de desalentados permaneceu em 2,3% no trimestre, estável, com queda anual de 0,4 p.p. A PNAD Contínua segue como principal diagnóstico da força de trabalho do Brasil.
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