- A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, acima dos 5,4% de janeiro.
- O aumento é considerado sazonal pelo IBGE, com efeito puxado por fevereiro e março.
- Em comparação com o mesmo período de 2025, o mercado de trabalho continua em trajetória de alta, mesmo com o salto de curto prazo.
- O contingente de desempregados chegou a 6,3 milhões no trimestre encerrado em abril, aumento de 8% frente a janeiro.
- Em relação a abril de 2025, houve queda de 11,3% no número de desempregados, mantendo a leitura de melhoria no longo prazo.
A PNAD Contínua do IBGE registrou 5,8% de desemprego no trimestre encerrado em abril, ante 5,4% de janeiro. O resultado mostra variação de curto prazo, em linha com a sazonalidade típica do período.
A coordenadora Adriana Beringuy ressalta que o aumento não significa piora estrutural do mercado de trabalho. A leitura mais adequada para o curto prazo considera o comportamento sazonal, comum entre fevereiro e abril.
Contexto sazonal
Historicamente, o fim do ano aumenta contratações temporárias em comércio e, recentemente, em transporte e logística por varejo online. O início do ano seguinte costuma trazer dispensa de parte desses trabalhadores.
No trimestre encerrado em abril, o contingente de desempregados ficou em 6,3 milhões, aumento de 8% frente ao trimestre de janeiro, mas queda de 11,3% ante o mesmo período de 2025.
Desempenho anual
Mesmo com o recorte mais curto mostrando alta, a comparação anual indica continuidade da trajetória de recuperação do mercado de trabalho. A taxa de desemprego permanece elevada, mas há redução da população desocupada frente ao ano anterior.
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