- A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre até abril, ante 5,4% no trimestre encerrado em janeiro.
- Mesmo assim, esse é o menor patamar para o intervalo até abril na série histórica da PNad Contínua, que começou em 2012.
- A leitura ficou levemente abaixo da mediana das expectativas do mercado financeiro, de 6%, segundo a Bloomberg.
- O IBGE aponta que o aumento é atribuível principalmente a sazonalidades em atividades como comércio e serviços, que perderam fôlego após o fim de 2025.
- A PNad Contínua acompanha o mercado de trabalho formal e informal, considerando a população de 14 anos ou mais.
A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em abril, ante 5,4% observado nos três meses até janeiro. O índice, divulgado pelo IBGE, é o menor para o período até abril desde o início da PNAD Contínua, em 2012. A leitura ficou ligeiramente abaixo da mediana das projeções do mercado, que era de 6%.
A PNAD Contínua abrange mercado formal com carteira assinada ou CNPJ, além do setor informal, e considera pessoas com 14 anos ou mais. No cenário atual, a desocupação tende a aumentar nos meses iniciais do ano, por retorno à busca por emprego após vagas temporárias.
O desempenho sazonal de atividades como comércio e serviços pessoais é apontado como principal motivador do aumento. Adriana Beringuy, coordenadora da PNAD, ressalta que esse comportamento ocorre após aquecimento no fim de 2025 e não retém parte dos trabalhadores.
Causas e leituras sobre o desemprego
Analistas relacionam o patamar baixo a fatores como desempenho da atividade econômica e estímulos governamentais recentes. A mudança demográfica, com envelhecimento da população, também reduz a pressão sobre a taxa, ao retirar parte da força de trabalho.
Varias fontes destacam o papel da tecnologia, já que trabalhos ligados a aplicativos contribuíram para reduzir o desemprego. Mesmo com alta, o indicador continua sujeito a variações sazonais entre março e abril, sem comparação direta entre meses.
Entre na conversa da comunidade