- Dilma Campos, aos 53 anos, é CEO da Nossa Praia, agência de live marketing com foco em ESG, empresa criada para ser dona do próprio negócio após perceber estagnação na carreira.
- Iniciou no Castelo Rá-Tim-Bum, na TV Cultura, aos 20 anos, exercendo atividades de direção artística e eventos, o que aguçou seu interesse pela comunicação e pelo mercado corporativo.
- Aos cerca de 40 anos, teve o primeiro negócio solo após sair de um empreendimento com sócios; o negócio inicial durou aproximadamente três anos e chegou a depender de um único cliente antes de crescer.
- Participa do Tempo de Mulher, evento que reúne lideranças femininas, destacando que empreender é solitário e que é preciso buscar apoio entre empresárias.
- A empresa passou a enfatizar ESG, criando uma plataforma de avaliação para eventos; exemplo citado é um projeto regenerativo em Parintins que envolve capacitar 200 mulheres empreendedoras, com 30 delas buscando oportunidades na Europa.
Aos 53 anos, Dilma Campos chegou ao topo ao virar empreendedora aos 40 e assumir a empresa Nossa Praia, agência de live marketing com foco em ESG. A mudança ocorreu após perceber estagnação em cargos dentro de um grupo em que já havia atingido liderança financeira. Ela decidiu seguir o próprio caminho para ser CEO de seu negócio.
Dilma comentou ao Terra que enfrentou racismo estrutural no caminho até o topo. Ela afirma que, apesar das dificuldades, encontrou maneiras de avançar e se reinventar para alcançar posições executivas. Hoje, lidera uma empresa alinhada a critérios ambientais, sociais e de governança.
Antes de fundar a Nossa Praia, Dilma teve atuação no universo das artes e dos eventos. Aos 20 anos, trabalhou na cultura e no Castelo Rá-Tim-Bum, o que consolidou seu interesse por comunicação e eventos. O percurso incluiu dança, teatro e direção artística, abrindo espaço para a transição para o marketing.
Caminho para o empreendedorismo
O primeiro negócio da executiva surgiu com o apoio de dois sócios e prosperou por cerca de três anos. Por enfrentar desafios de gestão, Dilma acabou lançando um projeto solo quando precisou se manter financeiramente. O empreendimento ganhou escala ao incorporar serviços de gestão e avaliação empresarial.
Isso levou à criação de uma plataforma de avaliação ESG e à readequação da empresa para oferecer soluções de marketing regenerativo. Dilma descreve o processo como um redesenho estratégico para combinar comunicação e responsabilidade socioambiental.
ESG como diferencial
Antes da transformação, a empresa se chamava Outra Praia e já tratava de diversidade e gestão de resíduos. A brasileira percebeu que ESG era o vocabulário que seus clientes associavam ao trabalho. A partir daí, a marca mudou para Nossa Praia e passou a investir em projetos com impacto social.
Entre as ações, a agência desenvolve iniciativas que promovem capacitação de mulheres, como artesanato para exportação. Em Parintins, no Amazonas, a empresa entregou um projeto regenerativo ligado a uma festa tradicional, fortalecendo o legado local.
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