- O Estudo Internacional de Negócios (IBR) da Grant Thornton aponta que 67% dos empresários brasileiros estão otimistas com a economia nos próximos 12 meses, mesmo com maior cautela no curto prazo.
- No cenário global, tensões geopolíticas, pressão sobre cadeias produtivas, elevação de custos logísticos e volatilidade de commodities afetam a atividade econômica, mantendo indicadores de atividade, investimento e criação de empregos firmes.
- O momento exige gestão mais disciplinada: empresas continuam crescendo, mas com foco em eficiência, fluxo de caixa e gestão de riscos diante de juros elevados e perda de poder de compra.
- A tecnologia ganha papel estratégico, conectando produção, energia e infraestrutura industrial, ajudando a reduzir dependência externa e aumentar a resiliência frente a altos custos logísticos e de insumos.
- A sustentabilidade passa a influenciar fortemente estratégia de negócios, com impactos regulatórios e de crédito, em um contexto de incertezas climáticas e possíveis interrupções de saídas de financiamento. O cenário atual é visto como ponto de inflexão para transformar capacidades produtivas e acelerar investimentos de longo prazo.
O empresariado brasileiro inicia 2026 com maior cautela, mas mantendo sinais de expansão. A nova edição do International Business Report (IBR), estudo global da Grant Thornton, aponta queda no otimismo, porém indicadores robustos de atividade, investimento e empregos no país.
No Brasil, 67% dos empresários avaliam positivamente a economia para os próximos 12 meses, enquanto o ambiente externo pesa com tensões geopolíticas, custos logísticos elevados e volatilidade de commodities como petróleo, ouro, prata e cobre.
Para o CEO da Grant Thornton Brasil, Daniel Maranhão, o recuo do ânimo reflete um cenário externo mais complexo. Ele cita possíveis pressões sobre preços de petróleo, fertilizantes e transportes, além do efeito de juros altos no consumo, custos e cadeias produtivas. As empresas mantêm o crescimento, mas com disciplina maior.
Tecnologia e sustentabilidade ganham peso
A transformação tecnológica ganha dimensão estratégica, conectando produção, energia e infraestrutura industrial. Investir em tecnologia passa a reduzir dependência externa e ampliar a resiliência diante de pressões logísticas e de insumos.
A sustentabilidade deixa de ser apenas agenda reputacional e passa a exigir resposta regulatória e de mercado. Riscos climáticos podem reduzir investimentos em aquisição de máquinas e ampliar áreas cultiváveis para próximas safras, ao mesmo tempo em que elevam custos de crédito e garantias junto a bancos.
Perspectivas de curto e longo prazo
O IBR aponta cautela no curto prazo, em meio a volatilidade externa e ano eleitoral. O ambiente pode acelerar transformações, com inflação, custos elevados e incertezas. Contudo, o estudo aponta oportunidade para ampliar a capacidade produtiva e industrial, caso haja estabilidade econômica e segurança jurídica.
Segundo Maranhão, o Brasil tem potencial para diversificar cadeias produtivas e reduzir dependências. Com política de longo prazo estável, o país pode se posicionar estrategicamente no cenário global, aproveitando o novo contexto econômico mundial. A convergência entre disciplina financeira e investimento em tecnologia tende a sustentar o crescimento.
Entre na conversa da comunidade