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Fintech movimentou R$ 1 bi em dinheiro vivo em esquema com PCC, diz Receita

Secretaria da Receita diz que uma fintech movimentou mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo no esquema de lavagem do PCC, evidenciando falhas regulatórias

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  • Uma fintech movimentou mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo no esquema de lavagem de dinheiro do PCC, conforme explicou o secretário da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas.
  • A operação Fluxo Oculto identificou seis fintechs envolvidas, totalizando R$ 26 bilhões, e destacou que apenas uma delas teve mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo depositado.
  • A movimentação em espécie é considerada incomum em fintechs, que normalmente operam de forma digital.
  • Autoridades afirmam que fundos de investimento são usados para ocultar patrimônio e que houve ligação entre administradoras e gestoras de recursos nas operações.
  • O núcleo do nafta, braço que importava solvente para adulterar combustíveis, gerou lucros com sonegação que teriam sido aplicados em fintechs sediadas na Avenida Faria Lima, em São Paulo.

O fluxo oculto envolve uma fintech que movimentou mais de 1 bilhão de reais em dinheiro vivo, em operação ligada ao PCC. A denúncia foi apresentada pelo secretário especial da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas, durante coletiva realizada na quinta-feira, 28.

Barreirinhas afirmou que a soma é atípica para o setor, já que fintechs costumam operar principalmente com transações digitais. Ele mencionou ainda que a apuração identificou seis fintechs envolvidas, com um total de 26 bilhões de reais movimentados, sendo mais de 1 bilhão em dinheiro vivo apenas em uma delas.

A autoridade fiscal informou que, antes da operação de hoje, já havia indícios de volumes significativos em dinheiro nas fintechs, incluindo um saque de 1 milhão de reais em espécie apreendido durante a ação. O objetivo da investigação é esclarecer a lavagem de dinheiro associada ao crime organizado.

Ainda segundo Barreirinhas, o episódio evidencia falhas regulatórias anteriores que permitiam maior opacidade nas fintechs, em contraste com o regime mais rígido aplicado aos bancos. A pasta destacou o esforço para reduzir esse vácuo regulatório e aumentar a transparência.

Claudio Ferrer, superintendente regional da Receita, explicou que fundos de investimento são usados para ocultar patrimônio e lavar dinheiro no Brasil. Segundo ele, no núcleo ligado ao esquema conhecido como nafta, operações envolveram duas administradoras e duas gestoras de recursos com ligações a outras instituições já reveladas em fases anteriores.

O núcleo do nafta refere-se ao uso de solvente nafta para adulterar combustíveis, prática que facilita a sonegação fiscal. Os recursos ilícitos, segundo a apuração, seriam destinados a fintechs sediadas na Avenida Faria Lima, em São Paulo, para dissimular a origem criminosa dos recursos.

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