Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gastos: ritmo dos últimos 3 anos é insustentável; governo precisa de contenção

Gasto público não sustenta o ritmo dos três últimos anos; próximo governo precisa de contenção e elevação de receita, com reforma tributária e redução de isenções

O Brasil passou por muitas reformas nos últimos governos, com destaque para a reforma tributária
0:00
Carregando...
0:00
  • O segundo artigo da série aponta a necessidade de uma agenda de contenção de gastos para o próximo governo, já que o ritmo gasto nos últimos três anos foi superior ao crescimento da economia.
  • Considera-se despesa primária do governo central de 19,1% do PIB, gasto real anual de 1,0% nos quatro próximos anos e expansão econômica de 2,0% ao ano, resultando em queda de apenas 0,7% do PIB na despesa em quatro anos.
  • Para passar de déficit primário próximo de 0,5% do PIB para superávit primário de 1,0% seria impossível apenas reduzir a relação gasto/PIB; seria necessário aumentar a receita.
  • Quatro orientações para o governo: reduzir o ativismo da tributação ao consumo; continuar fechando brechas de tributação de rendimentos; calibrar regimes simplificados (MEI, Simples e lucro presumido); reduzir isenções fiscais para ampliar a receita em 0,5% a 1,0% do PIB nos próximos quatro anos.
  • A proposta sustenta que, sem incremento de receita, não é viável atingir os níveis de superávit desejados; reformas tributárias precisam amadurecer.

O Brasil precisa de uma agenda de contenção de gastos para 2027. A avaliação de analistas fiscais é que não é viável manter o ritmo atual, com consumo de gasto acima da inflação real nos últimos três anos.

Segundo o estudo, mesmo considerando uma despesa primária do governo central em torno de 19,1% do PIB, o crescimento real de 1,0% ao ano e a expansão econômica de 2,0% ao ano, a despesa não recua para além de 0,7% do PIB em quatro anos.

Para alcançar superávit primário entre 0,5% e 1,0% do PIB, não basta reduzir apenas a relação gasto/PIB. Será necessário aumentar a receita, senão o objetivo ficará fora de alcance.

Propostas para a agenda 2027

Há quatro orientações relevantes que o próximo governo deveria considerar, independentemente de quem assuma o poder. A começar pela reforma tributária, que demandará amadurecimento sem mudanças bruscas no curto prazo.

Em seguida, é preciso fechar brechas de tributação de rendimentos que reduzem a incidência para altas rendas, mantendo o equilíbrio entre arrecadação e justiça fiscal. A continuidade de medidas iniciadas pelo governo anterior é indicada.

Outro ponto envolve calibrar regimes simplificados como MEI, Simples e lucro presumido, corrigindo distorções que beneficiam grandes rendimentos, sem perder o apoio a micro e pequenas empresas.

Por fim, reduzir isenções fiscais aparece como componente essencial para aumentar a receita entre 0,5% e 1,0% do PIB nos próximos quatro anos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais