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Gerentes e correspondentes bancários são suspeitos de fraude no BRB

Polícia Civil deflagra operação Credit Corrompido contra fraudes no BRB; 16 mandados de busca e apreensão e bloqueio de R$ 1,01 milhão nos DF, SP e RJ

As investigações começaram em 2025 após o próprio BRB informar à Polícia Civil suspeitas de irregularidades envolvendo empregados do banco e correspondentes bancários - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
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  • A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a operação Crédito Corrompido para apurar fraudes em empréstimos consignados e liberação irregular de créditos milionários no Banco de Brasília (BRB).
  • Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro, com bloqueio de R$ 1,01 milhão de propina.
  • Investigação aponta atuação de gerentes, correspondentes bancários conhecidos como “pastinhas” e intermediários em esquema envolvendo documentos falsificados e desvio de valores.
  • A fraude inclui empréstimos para pessoas sem perfil adequado, principalmente professores temporários, com pagamentos de parte dos valores a grupos criminosos.
  • Ao todo, a investigação descreve cinco núcleos: pastinhas, intermediários, gerentes de varejo, gerentes de alta renda e operadores financeiros, que teriam praticado peculato, corrupção, estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 28 de maio, a operação Crédito Corrompido para investigar um possível esquema de fraudes em empréstimos consignados e liberação irregular de créditos milionários no Banco de Brasília (BRB). A ação é conduzida pela DRCOR, com apoio do Prodep, do MPDFT e das polícias civis de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no DF, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 1,01 milhão, valor que, segundo a investigação, teria sido recebido por um gerente do BRB como propina e ocultado por meio de uma empresa de fachada.

A apuração teve início em 2025, após o BRB informar a ocorrência de irregularidades envolvendo empregados do banco e correspondentes bancários conhecidos como pastinhas. A polícia apura a participação de diferentes núcleos criminosos na fraude.

Desdobramentos e suspeitos

Segundo as investigações, correspondentes recrutavam clientes por meio de grupos em redes sociais, apresentando-se como assessores do banco. Documentos falsificados eram enviados às agências para viabilizar a contratação de empréstimos.

Em alguns casos, clientes transferiam cerca de 30% do valor obtido aos operadores do grupo, enquanto, em outros, valores eram desviados diretamente por gerentes para contas ligadas aos criminosos. Há indicativos de uma segunda frente de atuação envolvendo créditos milionários.

A autoridade aponta cinco núcleos: pastinhas, responsáveis pelo recrutamento e falsificação; intermediários, que negociavam com gerentes; gerentes do varejo, que liberariam créditos irregulares; gerentes da área de alta renda, envolvidos na aprovação de operações de grande porte; e operadores financeiros, que pagavam propina e moviam recursos.

Objetivos da investigação

As diligências visam ampliar provas sobre peculato, corrupção ativa e passiva, estelionato contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Polícia Civil não divulgou balanço de prisões até o momento.

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