- Governo federal registrou superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril, o melhor resultado para o mês desde 2022.
- Receitas líquidas de transferências cresceram 5,8% em termos reais, para R$ 235 bilhões; despesas, R$ 210 bilhões (alta de 3,3%).
- Destaques da arrecadação: IOF subiu R$ 2,8 bilhões; Imposto de Importação, R$ 2,3 bilhões; Imposto de Renda, R$ 2,3 bilhões; CSLL, R$ 1,4 bilhão; Cofins, R$ 1,5 bilhão.
- Acumulado de janeiro a abril teve superávit de R$ 8,67 bilhões, ante R$ 78,14 bilhões em 2025; queda atribuída à antecipação de precatórios, com despesas totais em R$ 853,3 bilhões (alta de 14,2%).
- Meta fiscal para 2026 prevê superávit de 0,25% do PIB (cerca de R$ 34,3 bilhões); avaliação aponta possível déficit próximo de R$ 60,3 bilhões após abatimentos permitidos pela legislação.
O governo federal registrou um superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril, segundo o Tesouro Nacional. O resultado representa o melhor desempenho para meses de abril desde 2022.
Ainda em abril, as receitas líquidas de transferências cresceram 5,8% em termos reais, totalizando R$ 235 bilhões. As despesas tiveram alta de 3,3%, chegando a R$ 210 bilhões. O salto na arrecadação ajudou a reforçar o superávit.
Segundo o secretário-adjunto do Tesouro, David Athayde, a alta do petróleo, estimulada pela guerra no Irã, começou a impactar as receitas. Ele destacou royalties, participação especial e venda de óleo como componentes da recuperação.
Destaques da arrecadação
- IOF: alta de R$ 2,8 bilhões.
- Imposto de Importação: incremento de R$ 2,3 bilhões.
- Imposto de Renda: crescimento de R$ 2,3 bilhões.
- CSLL: aumento de R$ 1,4 bilhão.
- Cofins: elevação de R$ 1,5 bilhão.
Apesar do resultado de abril, o saldo acumulado de janeiro a abril ficou em R$ 8,67 bilhões. Em igual periodo de 2025, o superávit havia alcançado R$ 78,14 bilhões, corrigidos pela inflação.
A explicação oficial aponta a antecipação de pagamentos de precatórios em março como principal fator de piora no acumulado. As despesas totais subiram 14,2%, totalizando R$ 853,3 bilhões no período.
Perspectivas fiscais
O governo mantém a meta fiscal de 2026 em superávit de 0,25% do PIB, equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. O arcabouço fiscal tolera variações de até 0,25 ponto percentual. Com abatimentos legais, a previsão aponta para déficit próximo de R$ 60,3 bilhões neste ano.
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