- O IBGE divulgou que o desemprego no Brasil ficou em 5,8% no 1º trimestre de 2026, o menor nível para o período desde o lançamento da PNAD Contínua, em 2012.
- Em relação ao mesmo trimestre de 2025, a taxa caiu de 6,6%.
- Comparado ao final de 2025, houve alta de 0,4 ponto percentual.
- No total, 6,3 milhões de pessoas estão sem trabalho; 13,3 milhões não possuem carteira assinada; e 4,2 milhões estão subocupadas pela insuficiência de horas.
- A renda média dos empregados é de R$ 3.732 por mês.
- As informações chegam em meio a uma crise interna no IBGE, envolvendo o presidente Marcio Pochmann e servidores, com exoneração de uma coordenadora e debates sobre autonomia da instituição.
O desemprego no Brasil atingiu 5,8% no primeiro trimestre de 2026, o menor nível já registrado pela PNAD Contínua desde o seu lançamento, em 2012. O dado permite concluir que o país mantém uma taxa de desocupação histórica baixa para o período analisado.
Os resultados foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, 28. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, a taxa caiu de 6,6%. Em comparação com o quarto trimestre de 2025, houve alta de 0,4 ponto percentual.
Em números absolutos, 6,3 milhões de pessoas estavam desempregadas e 13,3 milhões não tinham carteira assinada. Também havia cerca de 4,2 milhões de subocupados, com menos horas trabalhadas do que o necessário para uma renda adequada. A renda média mensal dos empregados era de 3732 reais.
A divulgação ocorre em meio a uma crise institucional envolvendo o IBGE, com atritos entre a diretoria e parte dos servidores. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União recomendou o afastamento do presidente da instituição, Marcio Pochmann, por risco de interferência política nos dados.
Pochmann exonerou a coordenadora de Contas Nacionais, Rebeca Palis, após 11 anos no cargo. Servidores afirmam que promessas não cumpridas e a tentativa de criar a Fundação IBGE+ contribuíram para o clima de desgaste. Há também relatos de divergências sobre a divulgação de mapas e metodologias internas.
A crise envolve reivindicações por maior autonomia técnica e independência na divulgação de dados. Servidores apontam riscos de influências externas e defendem transparência e robustez metodológica nas estatísticas oficiais. As tensões atingem a credibilidade institucional, segundo analistas e integrantes da área.
O Ibge destacou, em nota, que a PNAD Contínua segue, em essência, respeitando padrões de coleta e divulgação. Especialistas ressaltam que a divulgação de indicadores de emprego demanda estabilidade institucional para manter a confiança pública e a comparação entre grandes séries históricas.
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