- O IPP subiu 2,63% em abril, a maior alta mensal desde março de 2022, frente a 2,28% em março.
- No acumulado de 12 meses até abril, o IPP ficou positivo, com alta de 1,07%.
- Na indústria de transformação, a inflação fue de 2,51% em abril; em 12 meses, houve expansão de 0,22%.
- Na indústria extrativa, houve alta de 4,92% em abril; nos 12 meses até abril, o resultado acumulado é de 20,29%.
- Produtos químicos (outros) e refino de petróleo e biocombustíveis responderam por mais da metade da inflação, 54,4%, com altas de 9,91% e 6,44%, respectivamente.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 2,63% em abril, segundo o IBGE. Foi a maior alta mensal desde março de 2022 (3,12%), e houve avanço frente março, quando o índice avançou 2,28%. O IPP mede inflação de fábrica, sem impostos e fretes.
No acumulado de 12 meses até abril, o IPP passou a registrar alta de 1,07%. Até março, havia queda de 0,12%. Em 2026, até abril, os preços do IPP aumentaram 5,12%, marcando a terceira maior alta para um mês de abril desde o início da série histórica em 2014.
A indústria de transformação registrou alta de 2,51% em abril, depois de 1,64% em março. No período de 12 meses, houve leve expansão de 0,22%. A indústria extrativa subiu 4,92% em abril, com desaceleração frente março, quando o aumento foi de 16,43%. Nos 12 meses até abril, o ganho acumulado chegou a 20,29%.
Contribuição de setores
Com a guerra no Oriente Médio, outros produtos químicos e o refino de petróleo e biocombustíveis responderam por mais da metade da inflação setorial em abril. Outros produtos químicos tiveram alta de 9,91%, contribuindo com 0,80 ponto percentual do IPP. O refino de petróleo e biocombustíveis subiu 6,44%, com influência de 0,63 ponto.
Juntas, essas duas atividades responderam por 1,43 ponto percentual da alta de 2,63% do IPP de abril, equivalentes a 54,4% do avanço total. Além disso, borracha e plástico elevaram seus preços em 7,31%, contribuindo de modo relevante para a inflação, assim como a indústria extrativa, que avançou 4,92%.
Contexto internacional
Segundo o gerente de análise e metodologia, Alexandre Brandão, os resultados foram fortemente influenciados pelo cenário externo. “O impacto na cadeia petrolífera está relacionado ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. Em abril, o avanço frente abril de 2026 é o maior desde março de 2022, momentos em que conflitos internacionais afetaram as cadeias produtivas.”
Esses movimentos mostram que a inflação da indústria segue sensível a fatores globais, especialmente na área de petróleo, com repercussões sobre preços de itens correlatos e cadeia de suprimentos. O IPP continua a acompanhar a evolução de preços ao longo do tempo, com destaques para químicos, refino e extrativa.
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