- Irani anunciará investimento de R$ 514 milhões para concluir a Plataforma Gaia, dentro do ciclo Gaia XII, que inclui reforma da máquina de papel MP#7, nova caldeira de biomassa e revitalização da unidade de Santa Luzia (MG).
- Com a nova etapa, a capacidade da planta deve crescer 60%, elevando o total do Gaia a um investimento acumulado de R$ 1,8 bilhão.
- A Plataforma Neos está em planejamento, prevendo duas novas plantas de embalagens sustentáveis e, futuramente, uma máquina de papel reciclado integrada; o capex ainda não foi divulgado até aprovação formal do conselho.
- A meta é sair de 4% para 8% de participação no mercado brasileiro de papelão ondulado até 2034; a primeira planta de embalagens terá 120 mil toneladas por ano, somando 240 mil toneladas com a segunda.
- A demanda por embalagens sustentáveis deve crescer com o e-commerce e a exportação de proteínas, mantendo disciplina financeira e alavancagem até 2,5x; não há planos de M&A no curto prazo.
A Irani anunciou nesta quinta-feira, em São Paulo, um novo ciclo de expansão com o objetivo de dobrar sua participação de mercado no Brasil até 2034. O investimento de 514 milhões de reais integra a conclusão da Plataforma Gaia, iniciada em 2020, e envolve a reforma da máquina de papel MP#7, uma nova caldeira de biomassa e a revitalização da unidade de Santa Luzia (MG). A empresa projeta ampliar a capacidade produtiva em 60% na planta.
O anúncio foi feito durante o Investor Day, com foco na demanda crescente por embalagens de papel. Ao final da fase Gaia XII, o investimento total no Gaia deve chegar a 1,8 bilhão de reais. A companhia já visualiza a Plataforma Neos, que envolve duas novas plantas de embalagens sustentáveis e, futuramente, uma máquina de papel reciclado integrada à operação.
Expansão de capacidade e metas de mercado
A Irani ainda não divulgou o capex exato da Neos, aguardando aprovação formal do conselho. A expectativa é sair de 4% para 8% de participação de mercado no setor de papelão ondulado até 2034. A primeira etapa envolve a construção da terceira planta de embalagens, prevista para o sul de Minas ou a região sudeste de São Paulo, áreas próximas ao principal polo consumidor.
Cada nova planta terá 120 mil toneladas por ano, totalizando 240 mil toneladas de capacidade adicional. A previsão é iniciar a construção da quarta planta a partir de 2030 e, depois, instalar uma nova máquina de papel reciclado integrada. O objetivo é sustentar o crescimento sem elevar desproporcionalmente o endividamento.
Contexto financeiro e estratégicas
O CEO Odivan Cargnin destacou que o Gaia priorizou eficiência e modernização, abrindo caminho para um ciclo de crescimento maior. A demanda por embalagens sustentáveis seria sustentada pelo e commerce, pela exportação de proteínas animais e pela substituição de embalagens menos ecológicas pelo papel.
Dados da empresa indicam que o mercado brasileiro de papelão ondulado deve crescer próximo de 1 milhão de toneladas até 2034, com base no ritmo histórico de cerca de 2,5% ao ano. A Irani ressalta que esse é um cenário conservador e que a demanda pode avançar ainda mais.
Em termos financeiros, a companhia manterá disciplina de alavancagem, não devendo exceder 2,5 vezes dívida líquida/EBITDA. No primeiro trimestre, a relação ficou em 2,1x. A empresa pretende financiar os investimentos com instrumentos como green bonds e debêntures incentivadas, além de manter o atual foco em pagamento de dividendos.
Observações finais
A direção reforçou que não planeja aquisições relevantes no curto prazo, mantendo a lição aprendida com a aquisição da São Roberto em 2014. O mercado acompanhou o anúncio, com a ação da Irani registrando valorização recente, enquanto a empresa mantém a avaliação de que expandir organicamente será o caminho para acompanhar a demanda futura. Fonte: Brazil Journal.
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