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Kalshi e mercados de previsão ganham nova categoria regulada criada no MIT

Kalshi, regulada pela CFTC, avança como referência de expectativas macro, com estudo do Federal Reserve mostrando previsões de inflação mais precisas que futuros

Luana Lopes Lara e Tarek Mansour, co-fundadores da Kalshi
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  • Kalshi é uma bolsa regulada de mercados de previsão, criada em 2018 por Luana Lopes Lara e Tarek Mansour, sediada em Nova York, classificada pela CFTC como Designated Contract Market, e negocia probabilidades de eventos reais.
  • A categoria cresceu rapidamente: em 2025 movimentou mais de US$ 64 bilhões, com alta superior a 400% em relação a 2024, e a Kalshi tem participação relevante nesse avanço; a empresa vale cerca de US$ 22 bilhões e oferece acesso por plataformas como Robinhood e Webull.
  • A arquitetura é semelhante a uma bolsa tradicional: negociação entre pares, liquidez de investidores e market makers institucionais, com contratos liquidados por dados objetivos de fontes oficiais (como BLS, Fed, IBGE).
  • Em 2024, a Kalshi venceu ação judicial contra a CFTC, fortalecendo o status de contratos de eventos como instrumentos financeiros sob a lei federal.
  • Em fevereiro de 2026, estudo do Federal Reserve mostrou que os preços da Kalshi capturam expectativas macroeconômicas em tempo real, muitas vezes melhor que instrumentos tradicionais; pesquisadores planejam disponibilizar a base de dados em EconFutures.com.
  • O Brasil não opera a Kalshi; investidores brasileiros podem acessar via XP International, em estrutura offshore regulada.

A Kalshi, bolsa de mercados de previsão criada em 2018 por dois ex-alunos do MIT, incluindo uma brasileira, regula operações em que o ativo negociado é a probabilidade de eventos reais. A plataforma opera nos EUA sob a designação de Designated Contract Market da CFTC. Hoje avaliada em cerca de US$ 22 bilhões, atinge investidores institucionais e varejos via plataformas como Robinhood e Webull.

A diferença essencial para casas de apostas é estrutural: a Kalshi não assume posição. Usuários competem entre si, e a liquidez vem de participantes do mercado e market makers institucionais. Os contratos são lastreados em dados oficiais de fontes como BLS, Fed e bancos centrais.

A CFTC reconheceu a Kalshi como bolsa, não como casa de aposta. Em 2024, a empresa venceu ação judicial que consolidou a validade dos contratos de eventos como instrumentos financeiros. A arquitetura é semelhante à NYSE, com liquidez peer-to-peer e contratos padronizados.

O Federal Reserve começou a estudar a Kalshi

Em fevereiro de 2026, três economistas publicaram um estudo do Fed sobre se os preços da Kalshi refletem expectativas macroeconômicas em tempo real. A conclusão indica que, em vários casos, os contratos superam ferramentas tradicionais.

Entre os resultados, a mediana dos preços da Kalshi antecipa decisões do Fed com precisão estatística superior a contratos de juros. Em inflação, o estudo aponta vantagem sobre o consenso da Bloomberg. Os autores propõem disponibilizar a base de dados para pesquisadores.

A imprensa de negócios passou a usar a Kalshi como referência. Bloomberg, CNN e Fox News já citam contratos da plataforma para coberturas macro e decisões do Fed. Entre 2025 e 2026, o volume de contratos sobre decisões do FOMC atingiu patamares próximos de US$ 100 milhões.

Quem está por trás da Kalshi

Fundada em 2018 por Luana Lopes Lara, brasileira, e Tarek Mansour, ambos ex-MIT, a Kalshi foi pioneira ao obter licença federal para operar bolsa de previsões. O acesso a varejo nos EUA se dá por plataformas como Robinhood. A exposição máxima por mercado é de US$ 7 milhões.

A empresa atua com contratos sobre CPI, decisões do FOMC, payroll, desemprego, PIB, juros e outros indicadores macro. O objetivo é oferecer instrumentos financeiros legítimos, lastreados em dados objetivos, sob supervisão regulatória.

O Brasil e o cenário global

A Kalshi não opera no Brasil. A regulamentação de mercados de previsão segue em debate no país. Investidores brasileiros podem acessar a plataforma via corretoras internacionais reguladas, com estrutura offshore, semelhante a investimentos em ações no exterior.

O setor de previsões é jovem. Em 2025, o volume global superou US$ 64 bilhões, mais que quintuplicando o ano anterior. Analistas apontam que a adoção institucional deve acelerar, acompanhando a evolução de outros mercados financeiros.

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