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Mercado de fertilizantes especiais e biofertilizantes recua 5,5% em 2025

Mercado de fertilizantes especiais encerra 2025 com queda de 5,5% no faturamento, para R$ 25,4 bilhões, pressionado por custos, juros elevados e crédito restrito

Tratamento biológico de sementes e lavouras
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  • Faturamento do setor em 2025 ficou em R$ 25,4 bilhões, versão 5,5% menor que em 2024.
  • Biofertilizantes cresceram 76,7% e fertilizantes orgânicos avançaram 58,5%; soja passou a responder por 48,6% das vendas, com Minas Gerais mantendo 22% do total.
  • Condicionadores de solo orgânicos atingiram R$ 154 milhões, com Classe F registrando alta de 71,4%.
  • Substratos para plantas somaram R$ 517,2 milhões, alta de 22,8%, influenciada pela elevação de preços e escassez de matérias-primas importadas.
  • Desempenho do setor foi pressionado por custos de produção elevados, juros altos e dificuldades de crédito, com expectativa de continuidade da pressão de custos em 2026.

O mercado brasileiro de fertilizantes especiais e biofertilizantes fechou 2025 com faturamento de R$ 25,4 bilhões, 5,5% abaixo de 2024. O recuo reflete custos de produção elevados, juros altos e restrição de crédito. A demanda no campo, porém, permaneceu estável.

A Abisolo aponta que o efeito foi mais intenso em itens de commodity, com margens pressionadas, enquanto produtos de maior valor agregado mostraram maior estabilidade devido à demanda por tecnologias de produtividade e mitigação de riscos.

A instituição informou que não houve queda relevante nos volumes vendidos, mantendo a demanda por fertilizantes especiais e biofertilizantes para manejo agrícola. O resultado indica ajuste de preços e cadeias diante do cenário econômico.

Biofertilizantes registraram crescimento recorde de 76,7% em 2025, impulsionados por mais registros no Ministério da Agricultura e maior adoção dessas soluções. O setor também ganhou mais empresas atuando no segmento.

Os fertilizantes orgânicos tiveram expansão de 58,5%, acompanhando a recuperação dos preços médios de venda ao longo do ano. A soja manteve-se como principal destinação, com participação de 48,6% nas vendas, ante 44,1% em 2024.

Minas Gerais permaneceu como maior consumidor, respondendo por 22% do faturamento total. O estado, assim como o conjunto do país, encara desafios de custo e financiamento na cadeia de insumos.

Condicionadores de solo de base orgânica avançaram 19,4% em 2025, chegando a R$ 154 milhões. Produtos da “Classe F” lideraram o crescimento, com alta de 71,4% frente a 2024.

Substratos para plantas fecharam 2025 com faturamento de R$ 517,2 milhões, 22,8% acima de 2024. A alta veio principalmente pela elevação dos preços e pela escassez de matérias-primas importadas.

Entre as culturas, café e flores foram as mais demandadas por substratos; segmentos florestais e cana-de-açúcar para mudas sofreram retração. Para 2026, a indústria prevê continuidade da pressão de custos.

Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, ressalta que o setor continua investindo em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Mesmo diante do cenário, a demanda por tecnologias de alta performance permanece relevante para a produtividade brasileira.

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