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Nova fase da Carbono Oculto aponta alvos em Faria Lima, PCC e combustíveis

Nova fase da Operação Carbono Oculto mira lavagem de dinheiro em fintechs e fundos, movimentando mais de R$ 26 bilhões no setor de combustíveis

Faria Lima, PCC e combustíveis: veja alvos da nova fase da Carbono Oculto
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  • A Justiça deflagrou a Operação Fluxo Oculto, desdobramento da Carbono Oculto, para desarticular lavagem de dinheiro, fraudes e sonegação fiscal no setor de combustíveis e no mercado financeiro, com 59 mandados em vários estados.
  • Alvos incluem instituições financeiras sediadas na Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, além de seis fintechs utilizadas como bancos paralelos pelo crime organizado.
  • O esquema movimentou mais de 26 bilhões de reais entre 2022 e 2025, usando contas bolsão para centralizar e ocultar recursos ilícitos.
  • Há indicativos de adulteração de combustível com nafta petroquímica, desviando o produto para terminais de armazenamento e misturando-o à gasolina vendida em postos controlados pelo grupo, com estimativa de 200 milhões de reais em impostos sonegados.
  • Ao todo, a operação mira quatro fundos de investimento, duas administradoras e duas gestoras, com patrimônio estimado em 205 milhões de reais, além de bloqueio de ativos para asfixiar financeiramente o grupo.

O Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira a Operação Fluxo Oculto. O objetivo é desarticular lavagem de dinheiro, fraudes e sonegação fiscal ligadas ao setor de combustíveis e ao mercado financeiro. O desdobramento da Carbono Oculto mira esquemas já conhecidos.

Ao todo, são 59 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. Entre os alvos, há instituições financeiras sediadas no bairro da Faria Lima, polo financeiro da cidade.

Bancos paralelos e movimentações

A investigação identificou seis fintechs usadas como bancos paralelos pelo crime organizado. Elas realizavam compensações entre distribuidoras e postos, além de ocultar pagamentos de colaboradores e investimentos dos operadores.

Entre 2022 e 2025, o grupo movimentou mais de R$ 26 bilhões. O esquema utilizava contas bolsão para centralizar e dispersar recursos ilícitos, dificultando o rastreio pelas autoridades.

De acordo com a Receita Federal, houve registro de depósitos em espécie superiores a R$ 1 bilhão em uma única instituição, prática incomum para esse tipo de empresa.

Adulteração de combustível e descontrole fiscal

Além do núcleo financeiro, há um esquema de adulteração de combustíveis com nafta petroquímica. Empresas de fachada simulavam compras de solvente para uso industrial, desviando o produto para terminais de armazenamento.

O combustível adulterado era misturado à gasolina vendida em postos controlados pelo grupo, gerando prejuízos estimados em R$ 200 milhões em impostos sonegados nos últimos dois anos.

O lucro obtido com a fraude era remetido a fundos de investimento para ocultar a origem dos recursos, conforme apuração inicial.

Bloqueio de ativos e atuação institucional

A Justiça envolve quatro fundos de investimento, duas administradoras e duas gestorias de recursos na ocultação patrimonial. O patrimônio investigado soma cerca de R$ 205 milhões, com crescimento superior a 200% em pouco mais de um ano.

A Operação Fluxo Oculto tem apoio da ANP, Secretaria da Fazenda, Procuradoria-Geral do Estado e das polícias Civil e Militar, com atuação integrada para desarticular o esquema e as circulações financeiras envolvidas.

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