- PayGas, criada em 2019 pela brasileira Natália Giampietri, atua com estações de recarga na África do Sul e está pronta para operar no Brasil caso a ANP aprove o envase fracionado e as audiências públicas ocorram.
- A empresa planeja investir até R$ 100 milhões por ano para instalar 200 estações de recarga, com foco inicial na Baixada Fluminense e nas regiões Norte e Nordeste, chegando a R$ 1 bilhão em uma década.
- Giampietri afirma que o fracionamento aumenta rastreabilidade, fiscalização e segurança, rejeitando a ideia de que a medida facilita o crime organizado; o modelo atual já envolve disputas de território.
- Hoje, cerca de 90% do GLP no Brasil é controlado pelas quatro maiores distribuidoras; a PayGas acredita que o novo modelo pode reduzir custos logísticos e невозможmente o preço do botijão em pelo menos R$ 20.
- Se a lei for aprovada, as estações podem ser construídas em quatro semanas, com licenças variando de seis meses a um ano; a empresa já possui registro no Brasil e pode iniciar operações dentro de até um ano após a aprovação.
O PayGas, startup francesa criada em 2019 por Natália Giampietri e Philippe Hoeblich, atua com envase fracionado e enchimento remoto de botijões de GLP na África do Sul. A empresa está de olho na possibilidade de extensão ao Brasil, caso a ANP mantenha ou avance a proposta na reunião de sexta-feira, 29 de maio.
Giampietri afirma que o modelo pode exigir investimentos significativos e prevê início de operações no Brasil caso a mudança avance, passe por audiências públicas e vire lei. A PayGas projeta investir até R$ 1 bilhão em uma década, iniciando na Baixada Fluminense, Norte e Nordeste.
A executiva sustenta que as mudanças trarão rastreabilidade, controles de segurança e maior transparência sobre quem encheu o botijão e onde ele foi abastecido. Segundo ela, o sistema pode, inclusive, melhorar o aproveitamento do programa social Gás do Povo.
Contexto regulatório e argumentos
O debate envolve a ANP e distribuidoras de GLP, com resistência ao envase fracionado e ao enchimento remoto. A ANP é apontada como peça-chave para fiscalizar as novas regras, com potencial impacto sobre o Gás do Povo. Giampietri sustenta que a rastreabilidade reduz informalidade e fraudes.
Ela ressalta que o crime organizado já atua no setor sob o modelo atual e que as novas regras visam trazer controle de qualidade, responsabilidade pelo enchimento e dados públicos de operações. A proposta envolve localização de postos próximos a comunidades, com fiscalização fortalecida.
Planos de implementação
No Brasil, a PayGas pretende abrir cerca de 200 estações por ano, com investimento anual de até R$ 100 milhões e tempo de implantação estimado em um a um ano após aprovação. A empresa pretende também licenciar tecnologia para revendas já existentes no país.
Giampietri descreve o modelo como mais eficiente: reduz o número de caminhões e etapas de logística, aumentando a disponibilidade de botijões a preços potencialmente menores. A ideia é comprar GLP de distribuidores menores no início, até firmar parcerias com redes maiores.
Operação atual na África do Sul
Na África do Sul, a PayGas opera em lojas de varejo parceiras, como o ShopRite, com oito estações de recarga que atendem dezenas de milhares de clientes. Em média, cada recarga entrega aproximadamente 3,7 kg de GLP, com foco em abastecimento próximo a comunidades de baixa renda.
A empresa informa que já atende mais de 600 mil clientes e que cada estação abastece cerca de cinco mil famílias mensalmente. O modelo prevê enchimento remoto em locais específicos, com controle de qualidade e segurança.
Perspectivas para o Brasil
Caso a proposta avance, a PayGas afirma já ter registro no Brasil e diz que pode iniciar operações rapidamente. A empresa planeja abrir 20 estações-piloto em regiões como Baixada Fluminense, Norte e Nordeste, antes de expandir para outras áreas do país.
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