- Os contratos futuros de ouro com entrega para junho fecharam em alta de 1,14%, a US$ 4.499,3 por onça-troy na Comex.
- O movimento acompanhou o humor do mercado com a possibilidade de um acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã.
- Pela manhã, o ouro caiu mais de 1% com o pânico inicial, mas virou para alta na tarde, junto com ações brasileiras e o dólar, após notícia de progresso nas negociações.
- O ouro voltou a atuar como ativo de proteção em meio a um cenário geopolítico instável, mesmo com sinais de alívio.
- O banco Lombard Odier projeta o metal em US$ 5.400 por onça-troy em doze meses, sustentado por compras de bancos centrais e incertezas fiscais e cambiárias.
O ouro fechou em alta nesta quinta-feira (28), acompanhando a oscilação de humor do mercado. Os contratos futuros com entrega para junho na Comex subiram 1,14%, para US$ 4.499,3 por onça-troy. A sessão foi marcada por volatilidade ligada a notícias sobre um possível acordo entre EUA e Irã.
O movimento ocorreu mesmo com a especulação de que um cessar-fogo reduziria riscos geopolíticos. O metal, tradicional refúgio, recuou no início do dia diante de receios de liquidação, mas encerrou em alta à medida que surgiam sinais de alívio.
Investidores acompanharam as tratativas entre EUA e Irã, com notícias de um memorando em estudo. A percepção de menor risco geopolítico ajudou o ouro a recuperar parte das perdas recentes, ampliando ganhos de 2026.
A reação ibero-americana ficou evidente: os ativos brasileiros acompanharam o ouro, com o Ibovespa e o real se valorizando após o avanço das negociações. O dólar perdeu força frente a moedas locais ao fim da sessão.
Mudança de tema: cenário e perspectivas do ouro
Observa-se uma história recorrente: mesmo com o alívio relativo, o risco global não desaparece totalmente. Entidades financeiras mantêm postura de demanda por ouro como proteção em cenários de incerteza fiscal e cambial.
O consenso entre analistas aponta para uma trajetória de alta no médio prazo. O Lombard Odier projeta o metal em US$ 5.400 por onça-troy em 12 meses, sustentado por compras de bancos centrais e volatilidade ainda presente.
Caso Trump rejeite os termos do acordo, o impacto pode reverter rapidamente na próxima sessão. A volatilidade atual indica que o ouro funciona como termômetro do risco geopolítico global.
Com informações apuradas para o Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico.
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