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Oncoclínicas contrata BTG como formador de mercado e avalia recuperação

Oncoclínicas contrata BTG como formador de mercado enquanto avalia recuperação extrajudicial e alerta para fim de estoque de remédios

Unidade da Oncoclinicas no Rio: empresa obteve em abril uma tutela cautelar que suspende o vencimento antecipado de suas dívidas e segura a execução por credores, proteção que vale até junho.
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  • Oncoclínicas contratou o BTG Pactual como formador de mercado, substituindo o Citigroup, e atua também como representante da MAK Capital, fundo que condicionou aporte a mudanças no conselho por R$ 500 milhões.
  • A mudança ocorre em meio à disputa societária que envolve pressões para alterações no comando da empresa de oncologia e a CGU foi acionada nesse conflito.
  • A recuperação extrajudicial permanece em avaliação e pode ser adotada para renegociar dívidas fora do rito judicial, conforme a empresa informou.
  • A Oncoclínicas está sob tutela judicial que suspende vencimentos de dívidas até junho, aumentando a pressão para alternativas de reestruturação.
  • O corpo clínico alertou sobre fim de estoque de remédios nas clínicas, enquanto credores e minoritários disputam governança e condições do financiamento, com assessoria da BR Partners.

A Oncoclínicas contratou o BTG Pactual como formador de mercado para sustentar a liquidez de suas ações, já que o banco atua também como representante legal da MAK Capital. A empresa substitui o Citigroup, que exercia essa função desde o IPO, em 2021. A decisão ocorre em meio a uma disputa societária que envolve mudanças no comando da companhia.

A MAK Capital pressiona por uma reforma no conselho, condicionando um aporte de até R$ 500 milhões. OBTG atua em dois papéis dentro da mesma empresa, elevando o peso de uma relação já tensa entre acionistas minoritários, fundos e o controlador Centaurus.

A companhia afirma não ter conhecimento de qualquer proposta de capitalização de R$ 500 milhões e aponta que a recuperação extrajudicial permanece sob avaliação, conforme diálogo com assessores. O rito visa renegociar dívidas fora do trâmite judicial tradicional.

Após a decisão, a CRD (controladoria) da CGU passa a acompanhar a disputa sobre OPA e governança. A Abraicc, associação de minoritários, protocolou documentos na CGU para esclarecer o andamento e questionar procedimentos.

O contexto é de fragilidade financeira. Em abril, a empresa conquistou uma tutela que impede vencimento antecipado de dívidas até junho, o que aumenta a possibilidade de recuperação extrajudicial caso o prazo não seja mantido.

A mudança de formador de mercado ocorre em meio a uma crise de liquidez e credores que acompanham negociações com a BR Partners, assessora financeira da companhia. As conversas estão em estágio inicial, sem definições sobre prazos ou descontos.

Estoque de medicamentos e impactos operacionais

O corpo clínico informou ao conselho eleito em 30 de abril que o estoque de medicamentos tende a durar apenas algumas semanas, gerando risco à segurança dos pacientes. O documento ressalta impactos diretos no tratamento contra o câncer.

A troca de formador de mercado, com o BTG substituindo o Citigroup, reforça o cenário de incertezas em relação à governança e ao futuro da empresa. A Oncoclínicas não confirmou propostas de capitalização nem anunciou medidas adicionais.

A empresa registra prejuízos recorrentes e alta alavancagem, ficando sob visão de risco pela Fitch. As ações já registram queda relevante no ano e em 12 meses, refletindo a tensão entre credores, acionistas e gestão.

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