- O IPP brasileiro subiu 2,63% em abril, puxado pela cadeia petrolífera, atingindo o nível mais alto em cerca de quatro anos.
- Em março, o avanço havia sido de 2,28%, e o IPP de abril ficou acima desse patamar.
- No acumulado de doze meses, o IPP teve alta de 1,07%, o primeiro resultado positivo desde agosto de 2025 (0,47%).
- Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o motivo principal foi o impacto da cadeia de derivados de petróleo, com três das quatro maiores influências do índice.
- O IPP mede a variação dos preços na origem, sem impostos e frete, de atividades das indústrias extrativas e de transformação.
O ICPO brasileiro reagiu com alta de 2,63% em abril, impulsionado principalmente pela cadeia petrolífera, segundo o IBGE. O dado indica o nível mais alto em cerca de quatro anos para o Índice de Preços ao Produtor.
O avanço de abril superou o de março (2,28%) e é o maior desde março de 2022, quando houve alta de 3,12%. No acumulado de 12 meses, o IPP ficou em alta de 1,07%, o primeiro resultado positivo desde agosto de 2025 (0,47%).
A explicação apresentada pelo IBGE aponta que o conflito entre EUA, Israel e Irã afetou o setor de petróleo. O gerente Alexandre Brandão ressaltou que o IPP já havia sido impactado, em março de 2022, pela guerra entre Rússia e Ucrânia.
Entre as quatro principais influências no índice, três são da cadeia de derivados de petróleo cru, e apenas a categoria outros produtos químicos contribuiu com 0,80 ponto percentual de impacto. O IPP mede a variação dos preços na porta da fábrica, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação.
Fatores que influenciam o índice
O papel da cadeia petrolífera ficou mais evidente em abril, com o aumento de preços de insumos e derivados. O resultado destaca a sensibilidade do IPP a oscilações do mercado global de petróleo e a sua reverberação na indústria brasileira.
Dados do IBGE mostram que, além do petróleo, outros setores transformadores acompanharam a alta, ainda que com magnitude menor. A divulgação reforça a influência de fatores externos no nível de preços ao produtor nacional.
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