- A Receita Federal deflagrou a operação Fluxo Oculto, segunda fase da Operação Carbono, para investigar fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
- Estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
- O foco são seis fintechs e a adulteração de combustível com solvente nafta, com uso de contas bolsão para ocultar recursos ilícitos.
- A ação ocorre em parceria com o Ministério Público de São Paulo, a Secretaria da Fazenda e Planejamento, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e as polícias.
- A fiscalização envolve setenta e cinco auditores fiscais, analistas-tributários e servidores da Receita, que apuram um esquema de lavagem de dinheiro ligado à cadeia de combustíveis e aos lucros obtidos pelos operadores.
A Receita Federal deflagrou nesta quinta-feira a operação Fluxo Oculto, segunda fase da Operação Carbono, para desarticular fraude em combustíveis, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor. Estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão.
A ação envolve pessoas físicas e jurídicas em cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os municípios paulistas com mandados incluem capital, Arujá, Atibaia, Barueri, Itupeva, Jardinópolis, Mogi das Cruzes, Paulínia, Rafard, Santos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Votorantim.
Paraná tem ações em Cascavel e Paranavaí; Mato Grosso do Sul, em Iguatemi, e Minas Gerais, em Belo Horizonte; Rio de Janeiro, na capital. As buscas visam coletar provas, identificar participantes e esclarecer irregularidades.
A operação foca seis fintechs envolvidas com o esquema, além da adulteração de combustível com solvente nafta. As investigações apontam uso de plataformas financeiras para dissimular recursos ilícitos.
Participam da ação o Ministério Público de São Paulo (Gaeco), a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, a ANP, a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e as polícias militar e civil. As atividades são feitas em parceria com esses órgãos.
Segundo a Receita, o esquema envolve lavagem de dinheiro associada a ações criminosas e altos lucros na cadeia de combustíveis. A prática amplia a sonegação fiscal e reduz a qualidade dos produtos para o consumidor.
Cento e trinta e cinco auditores fiscais, analistas-tributários e servidores administrativos da Receita Federal atuam na operação, apoiados por equipes técnicas das demais instituições.
A apuração aponta que as chamadas contas bolsão centralizam recursos ilícitos antes de dispersá-los, dificultando o rastreamento e a identificação dos beneficiários finais das transações.
Após a deflagração da Carbono Oculto, a investigação identificou mais seis fintechs que atuavam como bancos paralelos da organização criminosa. Elas realizavam compensações internas entre distribuidoras, postos de combustíveis, empresas e fundos de investimento geridos pelo grupo.
Os investigadores destacam ainda que recursos eram utilizados para pagamentos a colaboradores, além de gastos e investimentos pessoais dos operadores do esquema, ampliando o lucro obtido com as irregularidades.
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