- O setor de combustíveis fatura cerca de R$ 60 bilhões por ano, quatro vezes mais que o tráfico de cocaína.
- Facções criminosas migraram para esse ramo por retorno alto, menor repressão e menor rejeição social.
- Fintechs são usadas para lavar dinheiro, com casos em que R$ 4 bilhões foram movimentados para ocultar a origem dos recursos.
- Crimes digitais, roubos de celulares e combustíveis formam o que o texto chama de “PIB do crime”, somando mais de R$ 186 bilhões por ano; bebidas, ouro e tabaco também aparecem como fontes bilionárias.
- A venda ilegal de combustíveis gera perda de arrecadação de cerca de R$ 23 bilhões em impostos, impactando recursos para saúde e educação.
O setor de combustíveis faturou cerca de R$ 60 bilhões ao ano, indicando profit sustentável para o crime organizado. Nesta quinta-feira (28), operações policiais apontaram o uso de fintechs para lavar dinheiro das facções. País: Brasil. Motivo: diversificação de ganhos frente à repressão.
As facções perceberam que o ramo de combustíveis oferece retorno alto com riscos menores. Adulteração de combustível e sonegação geram menos rejeição social e penal do que o tráfico de drogas, ampliando o espaço para atuação.
As fintechs aparecem como parte da estrutura financeira, oferecendo camadas de transação que dificultam o rastreamento. Em um dos casos apurados, cerca de R$ 4 bilhões foram movimentados entre essas empresas para ocultar a origem dos recursos.
Além dos combustíveis, o conjunto de crimes digitais e roubos de celulares lidera a chamada “Pib do crime”, somando mais de R$ 186 bilhões anuais. Outros setores fortes são bebidas, ouro e tabaco.
A venda ilegal de combustíveis chega a 13 bilhões de litros por ano, provocando perda de cerca de R$ 23 bilhões em arrecadação de impostos. O prejuízo reduz investimentos em saúde e educação.
A investigação envolve complexidade: o crime ocorre dentro de empresas reais em operação. Técnicas exigem coordenação entre polícia, Receita Federal e órgãos fiscais para demonstrar fraude financeira.
Conteúdo produzido pela Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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