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Startup de cinco anos usa sacolas para salvar comida e prevê R$ 220 mi

Food To Save mira faturar 220 milhões de reais em 2026, com expansão de IA, atuação em 130 cidades e mais de 12 mil parceiros

Fernando Reis (COO), Lucas Infante (CEO) e Guido Bruzadin Neto (CTO), fundadores da Food To Save: startup completa cinco anos nesta semana (Jefferson Alcântara/Divulgação)
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  • A Food To Save completa cinco anos e projeta faturar R$ 220 milhões em 2026, apoiada na expansão geográfica e no uso de IA.
  • A startup já evitou o descarte de 8,8 mil toneladas de alimentos e gera aproximadamente R$ 80 milhões em receita incremental para parceiros do varejo.
  • O modelo usa sacolas misteriosas, com descontos de até 70%, vendidas por meio de aplicativo, conectando estabelecimentos com excesso de estoque a consumidores.
  • Em 2025, a empresa teve faturamento de R$ 160 milhões e mira elevar a recorrência dos clientes e ampliar a presença em mais cidades.
  • Hoje atuando em 14 estados, a expansão foca cidades médias e interior, com 95 funcionários e sede em São Paulo, buscando também expansão internacional no longo prazo.

A Food To Save, startup de São Paulo, mira um faturamento de R$ 220 milhões em 2026 ao transformar desperdício em negócio. O modelo conecta estabelecimentos com excesso de estoque a consumidores via sacolas misteriosas, vendidas com desconto.

Fundadores Fernando Reis, Lucas Infante e Guido Bruzadin Neto destacam o crescimento: já são 12 mil parceiros, em mais de 130 cidades, com mais de 10 milhões de downloads do app. Em 2025, a empresa registrou R$ 160 milhões de receita.

O projeto evita o descarte de alimentos e gera receita incremental para varejistas, segundo a companhia, que já resgatou 8,8 mil toneladas de alimentos. A estratégia envolve expansão geográfica e uso de IA para otimizar operações.

Como a Food to Save surgiu

A ideia nasceu quando Infante, morando na Espanha, geria uma franquia do Carrefour Express e via alimentos ainda próprios para consumo serem descartados. Promoveramções e doações não eliminavam o excedente, o que gerou o impulso para criar o negócio.

Entre os primeiros passos, sacolas foram vendidas pelo Instagram durante a pandemia, antes de o aplicativo existir. O desafio inicial era validar o modelo junto a lojistas dispostos a participar, o que ocorreu rapidamente.

IA para crescer

Nos últimos meses, a empresa intensificou investimentos em IA para reduzir a dependência de tentativa e erro. A tecnologia analisa padrões de consumo, prevê excedentes, aprimora campanhas e interpreta dados de atendimento.

A Food To Save desenvolveu uma ferramenta interna para mapear clientes potenciais e acompanhar a produtividade da equipe comercial. A meta é transformar o app em um hábito de compra recorrente.

Próximos passos

Atualmente presente em 14 estados, a expansão foca cidades médias e o interior, onde a marca já atua com maior tração. A equipe soma 95 funcionários e retornou ao modelo presencial na sede em São Paulo.

Embora haja planos de expansão internacional, o foco permanece no varejo brasileiro, a fim de tornar o desperdício de alimentos mais eficiente. A startup espera manter dinamismo de crescimento com IA e densidade de lojas.

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