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Subsídio do governo para gasolina é paliativo, diz presidente do Sincopetro

Subsídio é paliativo, diz presidente do Sincopetro; diferença de 0,04 real no litro depende do repasse das distribuidoras, com fiscalização insuficiente

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  • O presidente do Sincopetro-SP, José Alberto Gouveia, classifica o subsídio do governo para gasolina como paliativo que não resolve o problema dos preços.
  • Ele diz que o benefício pode ter impacto pequeno na bomba se distribuidoras e postos repassarem apenas a diferença final estimada após o reajuste da Petrobras.
  • O dirigente afirma que o Brasil não consegue se isolar do mercado internacional de combustíveis; medidas paliativas não são solução.
  • Segundo ele, a Petrobras aumentou R$ 0,48 e o governo repassou R$ 0,44, deixando a diferença de R$ 0,04 por litro, que deveria chegar ao consumidor desde a origem.
  • O ponto decisivo é o repasse pelas distribuidoras; se chegarem apenas a três centavos nos postos, não haveria justificativa para elevar mais o preço, diz o sindicato.

O subsídio do governo para a gasolina foi considerado paliativo pelo presidente do Sincopetro-SP, José Alberto Gouveia. Ele avaliou ao UOL News que a medida não resolve o problema dos preços dos combustíveis, apenas tende a reduzir o repasse em parte do reajuste.

Segundo Gouveia, o consumidor pode ver um impacto limitado na bomba se as distribuidoras repassarem apenas a diferença final estimada após o reajuste anunciado pela Petrobras. Ele destacou que o Brasil não se isola do mercado internacional de combustíveis.

>A diferença entre o reajuste da Petrobras e o repasse governamental ficou em 0,04 litro, afirmou o dirigente. O ponto-chave, na visão dele, é o repasse das distribuidoras até os postos.

> Se as distribuidoras repassarem apenas três centavos, não haveria justificativa para elevação adicional pelos postos, disse. A fiscalização, porém, é dificultada pelo número de fiscais em relação ao total de postos no país.

Fiscalização e padrões de preço

O presidente do Sincopetro criticou a fiscalização, afirmando que o volume de fiscais é pequeno diante de cerca de 43 mil postos no Brasil. Ele disse que o primeiro ponto a ser fiscalizado são as distribuidoras, seguido pelo repasse aos postos.

O sindicalista alertou ainda que consumidores devem ficar atentos a diferenças de preço anunciadas em promoções, com valores distintos no cartão e no Pix. Segundo ele, o sindicato recebe denúncias, mas não tem poder de polícia.

O UOL News vai ao ar de segunda a sexta, às 10h e 16h, com Fabíola Cidral e Diego Sarza. Aos sábados, às 11h e 16h, e aos domingos, às 16h.

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