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Westwing busca lucro após cinco fundos comprarem fatia da Mastercard

Westwing recebe cinco fundos como novos sócios minoritários, afirma que não há bala de prata para voltar ao lucro e tem caixa suficiente para dez anos de operação

André Machado, CEO da Westwing desde agosto de 2025, comanda a reestruturação da varejista após a saída do acionista ligado ao Banco Master.
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  • A Westwing segue reformulando a operação com a entrada de fundos como sócios minoritários, entre eles Oriz, HIX Capital, BlueOak, Três Ilhas e Leblon Equities, após a venda de parte da fatia da Mastercard após a inadimplência do Will Bank.
  • A Mastercard abriu mão da participação de 32% na varejista, que ficou com negociação via leilão do BTG Pactual; a Oikos aparece como maior acionista, com 25,47% do capital, seguida por HIX, WNT, Oriz, BlueOak e outros investidores.
  • O CEO André Machado afirma que a empresa não espera “bala de prata” para voltar ao lucro, mas tem adotado mudanças estruturais para tornar a Westwing mais eficiente.
  • O caixa atual permitiria operar por uma década sem recorrer a crédito, sem dívida bancária e com contratos de arrendamento; a estratégia inclui reduzir o portfólio, ampliar a marca própria Westwing Collection para cerca de oitenta e cinco por cento do mix em três anos e fortalecer o canal de arquitetos e designers.
  • No primeiro trimestre, a receita líquida foi de R$ 35,8 milhões, alta de 7,3% anual; o ticket médio subiu, despesas logísticas caíram e o EBITDA ajustado ficou negativo em R$ 3,2 milhões, mas com melhoria de 60,6% frente ao mesmo período de 2025.

A Westwing, varejista de móveis e decoração, tem implementado mudanças estruturais para reverter prejuízos. Fundos de investimento passaram a compor a base acionária, após a troca de controladores provocada pelo caso Banco Master. Entre os novos sócios minoritários estão Oriz, HIX Capital, BlueOak, Três Ilhas e Leblon Equities, segundo o CEO André Machado.

Esses gestores compraram parte da fatia de 32% que a Mastercard havia tomado como garantia após a inadimplência do Will Bank, banco digital ligado ao Master. A bandeira de cartões levou os papéis a leilão realizado pelo BTG Pactual, sem interesse estratégico na Westwing.

Mudança de acionistas e liquidez

Na composição informada pela empresa à B3, em maio, Oikos lidera com 25,47% do capital, seguida por HIX (8,70%), WNT (7,94%), Oriz (6,64%), BlueOak (6,63%), Trustee (5,65%) e Argucia Capital (5,04%). Os 33,94% restantes ficam com outros investidores.

Machado afirmou que as cinco gestoras formam uma nova base acionária qualificada e que não espera uma solução milagrosa para levar a empresa ao lucro. Ele ressaltou que não houve exposição da Westwing ao grupo Master, citando a ausência de antecipação de recebíveis e aplicações em CDB de instituições problemáticas.

Caixa e estratégia operacional

Segundo o estatuto, o caixa pode ser aplicado apenas em instituições AAA, o que inclui Itaú Unibanco, Bradesco e BTG Pactual. Mesmo com prejuízo de 241,6 milhões de reais, a Westwing mantém caixa suficiente para cerca de uma década sem tomar crédito, sem dívida bancária, apenas contratos de arrendamento.

As medidas de reorganização incluem mudança no modelo de negócios, com redução do sortimento, atualização semanal da homepage e foco em produtos proprietários da marca Westwing Collection. A participação da marca própria já chega a quase 50% do faturamento, com meta de 85% em três anos.

Resultados e projeções

No primeiro trimestre, a receita líquida subiu 7,3% frente ao mesmo período de 2025, para 35,8 milhões de reais. O EBITDA ajustado, ainda negativo em 3,2 milhões, melhorou 60,6%. O prejuízo líquido ficou em 842 mil reais, frente a 8,7 milhões no ano anterior.

A gestão também aposta no canal de arquitetos e designers, que cresceu seis vezes em 12 meses, com aproximadamente 150 mil profissionais na base. A estratégia visa transformar esses profissionais em prescritores da marca, operando em modelo próximo ao B2B2C.

Perspectivas

Machado não definiu data para retorno ao lucro, mantendo o foco no plano de três anos, trimestre a trimestre. A redução de capital de 60 milhões de reais, aprovada em abril, prevê restituição aos acionistas em julho. O caixa atual sustenta a operação sem novas captações, mesmo em cenário adverso.

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