- O PIB do Brasil avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, com movimentação de R$ 3,3 trilhões.
- A agropecuária subiu 2,0%, puxando o crescimento, impulsionada pela safra recorde de soja; a produção de soja deve subir 4,8% na estimativa anual, enquanto milho (-2,5%) e arroz (-10,6%) recuaram.
- A indústria cresceu 1,0%, com destaque para o extrativismo (petróleo e gás) e a construção civil avançando 1,3%.
- Os serviços cresceram 0,5%, liderados por information e comunicação, atividades imobiliárias, comércio e outros serviços; transporte e atividades financeiras recuaram.
- As exportações aumentaram 7,4% em relação ao mesmo trimestre de 2025, enquanto as importações subiram 1,2%.
O PIB brasileiro registrou alta de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 ante os três meses anteriores, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira. A economia movimentou cerca de R$ 3,3 trilhões, com avanços em agropecuária, indústria e serviços. O desempenho veio principalmente do campo, favorecido pela safra de soja.
A agropecuária cresceu 2,0% no trimestre, puxada pela alta na produtividade e pela safra recorde de soja. O clima favorável e a expansão da área plantada contribuíram para elevar a produção de soja em 4,8% na comparação anual. Houve quedas em milho (-2,5%) e arroz (-10,6%).
Na comparação com o 1º trimestre de 2025, o PIB avançou 1,8%. O acumulado dos últimos quatro trimestres teve alta de 2,0%. O Valor Adicionado atingiu R$ 2,8 trilhões e os impostos líquidos de subsídios somaram R$ 461,2 bilhões.
Desempenho por setores
A indústria avancou 1,0% no trimestre, com destaque para o extrativismo, que subiu 13,1% pela maior produção de petróleo e gás natural. A construção civil também cresceu, em 1,3%, impulsionada pela expansão da atividade e da mão de obra.
O setor de serviços, responsável por cerca de 70% da economia, subiu 0,5%. Ganhos ocorreram em informação e comunicação, atividades imobiliárias, comércio e outros serviços, enquanto transporte e finanças registraram recuos.
Do lado do consumo, as famílias increasem gastos em 1,0% frente ao trimestre anterior, sustentando a atividade. O consumo do governo cresceu 0,4%, em ritmo mais moderado.
Investimento e comércio externo
O investimento, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo, subiu 3,5% ante o trimestre anterior, recuperando parte das perdas de late 2025. Em termos anuais, o indicador caiu 1,4%, pela redução de 6,3% na produção de bens de capital.
No exterior, as exportações cresceram 7,4% na comparação com o 1º trimestre de 2025, puxadas pela extração de petróleo e gás, por produtos alimentícios e por equipamentos de transporte. As importações subiram 1,2%, com destaque para veículos, derivados de petróleo e produtos farmacêuticos.
Entre na conversa da comunidade