- O Bank of England (BOE) pode tolerar a inflação temporariamente acima da meta de 2% para sustentar a economia britânica, desde que não haja efeitos de segunda ordem nos preços.
- O governador Andrew Bailey disse isso durante uma conferência econômica em Reykjavík, Islândia.
- Bailey afirmou que o BOE já influenciou a economia ao remover expectativas de cortes de juros, endurecendo as condições monetárias.
- A ideia é apoiar uma economia fraca sem provocar pressões inflacionárias persistentes.
- A declaração destaca uma estratégia de equilíbrio entre combate à inflação e estímulo econômico caso não haja choques inflacionários adicionais.
O Banco da Inglaterra pode tolerar temporariamente a inflação acima da meta de 2% para sustentar a economia britânica, se não surgirem efeitos de segunda rodada. A declaração foi feita pelo governador Andrew Bailey durante uma conferência econômica em Reykjavik, na Islândia. A condição é que não haja persistência de pressões de preços que alimentem salários de forma duradoura.
Bailey afirmou que a instituição já influenciou a economia ao afastar as expectativas de cortes de juros pelo mercado, contribuindo para o aperto das condições monetárias. A leitura é de que o banco toleraria uma inflação momentânea desde que o ramal inflacionário não se torne autossustentável.
O discurso reforça a posição de vigilância do BCE britânico em relação a sinais de deterioração econômica. Segundo Bailey, a política monetária continua calibrada para evitar desequilíbrios que mergulhem a atividade, mesmo com a inflação acima da meta no curto prazo.
Contexto econômico
A fala ocorreu em meio a sinais de fraqueza econômica no Reino Unido e a cautela sobre futuras decisões de política monetária. O governador destacou que a comunicação do BoE já ajudou a reduzir expectativas de estímulo imediato. A identidade das fontes oficiais citadas é Andrew Bailey e o Bank of England.
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