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Bradesco Seguros adapta portfólio a clima extremo e ESG vira resultado

Clima extremo redefine precificação e produtos; Bradesco Seguros transforma ESG em resultado, com linhas sustentáveis e maior proteção aos clientes

Letícia Ozório
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  • Bradesco Seguros fechou 2025 com patrimônio líquido próximo de R$ 400 milhões em linhas associadas a sustentabilidade e impacto positivo.
  • Em 2025, a seguradora pagou mais de R$ 70 milhões em indenizações por alagamentos e inundações e registrou os primeiros produtos sustentáveis sob a Resolução CNSP nº 473/2024.
  • Os produtos sustentáveis já registrados incluem Microsseguro Residencial, Seguro Despesas Essenciais e três planos de Previdência com Princípios ESG.
  • O clima é encarado como variável de negócio: existe uma Operação Emergencial para Tratamento de Sinistros desde 2015; seguros para veículos elétricos cresceram 113% em 2025 e há cobertura para sistemas de energia solar.
  • A inclusão securitária avança com Microsseguro residencial a partir de R$ 13,99 e milhares de apólices ativas, enquanto a governança transversal incorpora sustentabilidade na tomada de decisões de produto e operação.

Bradesco Seguros fechou 2025 com limite próximo de 400 milhões de reais em patrimônio alocado em linhas com princípios de sustentabilidade e impacto positivo. A estratégia envolve transformar a sustentabilidade em produto, processo e eixo estratégico, reagindo a eventos climáticos extremos.

No ano, a seguradora pagou mais de 70 milhões em indenizações por alagamentos e enchentes. Também registrou na Susep os primeiros produtos formalmente classificados como sustentáveis, conforme a Resolução CNSP 473/2024, o que abre caminho para novas regras do setor.

A formalização ocorreu por meio de uma Norma Interna de Taxonomia de Negócios Sustentáveis, alinhada à exigência regulatória. Entre os produtos reconhecidos estão o Microsseguro Residencial, o Seguro Despesas Essenciais e três planos de Previdência com Princípios ESG.

Clima como variável de negócio

A experiência climática inspira mudanças estruturais. A Bradesco Seguros mantém desde 2015 uma Operação Emergencial para Tratamento de Sinistros que é acionada automaticamente em eventos severos, com envolvimento de toda a diretoria. Ações já foram deflagradas em casos de Petrópolis e no Rio Grande do Sul.

Além da gestão de sinistros, a companhia avança em produtos que acompanham a transição energética e a adaptação climática. Vendas de seguros para veículos elétricos registraram alta de 113% em 2025, e há cobertura para sistemas de energia solar, mercados que antes tinham pouca expressividade na carteira.

A executiva afirmou que o seguro tende a se tornar ferramenta essencial para adaptação climática e estabilidade econômica em cenários de maior imprevisibilidade ambiental. O setor, segundo ela, precisa evoluir na precificação, prevenção e gestão de riscos diante dessas mudanças.

Inclusão como parte da agenda

A Sustainabilidade também abrange acesso a proteção financeira para públicos historicamente menos atendidos. O Microsseguro Residencial encerrou 2025 com cerca de 9 mil apólices ativas, ao custo mensal de 13,99 reais. O Seguro Despesas Essenciais somava aproximadamente 9,5 mil apólices.

Em previdência, os planos Bradesco Princípios ESG chegaram a um patrimônio líquido de mais de 398 milhões de reais, refletindo demanda por produtos que conciliem retorno financeiro e responsabilidade socioambiental. O grupo observa movimento de consumidores, especialmente jovens, em direção a produtos com foco ambiental.

Os programas de circularidade também avançaram. Em 2025, mais de 2,7 mil toneladas de resíduos foram destinadas de forma correta por meio de iniciativas como Oficina Sustentável, Auto Reciclagem, Assistência Sustentável Residencial e Sinistro Sustentável Residencial.

Governança transversal

A sustentabilidade está integrada à governança do grupo, com participação no conselho de administração, em workshops com presidentes das empresas do grupo e em comitês que avaliam novos produtos pela ótica ambiental. A abordagem busca tornar a sustentabilidade parte efetiva das decisões, não apenas uma obrigação.

A executiva destacou a necessidade de tornar a sustentabilidade transversal na prática, incluindo áreas de produto, subscrição, investimentos, operações, tecnologia e jurídico. O objetivo é criar mecanismos que acompanhem resultados e incorporem a sustentabilidade às decisões diárias de forma objetiva.

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