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Choque prolongado pode exigir política monetária mais restritiva, afirma Fed

Choque prolongado pode exigir aperto monetário se a guerra no Oriente Médio persistir, diz a vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos
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  • A vice-presidente de Supervisão do Fed disse que a guerra no Oriente Médio pode gerar inflação mais persistente, demandando política monetária mais restritiva.
  • Se as interrupções no abastecimento de petróleo persistirem no segundo semestre, podem surgir efeitos mais amplos sobre a inflação.
  • O Fed avalia usar uma abordagem diferente caso os riscos permaneçam, mantendo equilíbrio entre emprego estável e inflação próxima de 2%.
  • O crescimento dos EUA tem mostrado resiliência, mas o mercado de trabalho continua vulnerável a choques e a inflação parece estagnar.
  • Bowman destacou que ganhos de produtividade com IA podem reduzir pressões inflacionárias, enquanto condições regulatórias e impostos mais baixos podem ajudar nesse efeito.

A vice-presidente de Supervisão do Fed, Michelle Bowman, afirmou que o impacto da guerra no Oriente Médio sobre a economia ainda está sendo avaliado, mas pode levar a aumentos persistentes da inflação, exigindo uma política monetária mais restritiva. O aviso foi feito durante a Conferência Econômica de Reykjavík, na Islândia, em 2026.

Ela destacou que, se as interrupções no abastecimento de petróleo persistirem até o segundo semestre, os efeitos na inflação podem se tornar mais amplos. Caso o conflito se normalize rapidamente, a inflação tende a recuar, com efeitos menores sobre a atividade econômica.

Bowman ressaltou que a postura atual do Fed é moderadamente restritiva, buscando equilíbrio entre manter o mercado de trabalho estável e permitir que a inflação retome a trajetória de 2% à medida que tarifas e preços do petróleo dissiparem seus impactos. Reação a choques temporários pode prejudicar a economia.

Perspectivas da economia e do mercado de trabalho

O crescimento dos EUA tem mostrado resiliência, mas o mercado de trabalho permanece vulnerável a choques adversos. A melhora da inflação parece ter estagnado, segundo a dirigente, o que alimenta o debate sobre futuros ajustes de política monetária.

Ela sinalizou que uma alta de juros seria considerada caso os preços se mantenham elevados diante de um emprego com pouca folga e Produto Interno Bruto acima do potencial. Nesse cenário, a inflação persistente reforçaria o passo de aperto.

Inovação e efeito na inflação

Bowman mencionou que ganhos de produtividade com inteligência artificial podem oferecer pressão baixar da inflação. Políticas mais favoráveis, incluindo regulações menos restritivas e impostos menores para empresas, também podem contribuir para esse cenário.

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