- O PIB do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, com agropecuária +2%, indústria +1,0% e serviços +0,5%.
- Em valores correntes, o PIB atingiu 3,3 trilhões de reais.
- ADespesa de consumo das famílias subiu 1,7% no período.
- Analistas avaliam que o resultado do trimestre pode não se repetir nos próximos meses, impactando a trajetória da Selic.
- A economia deve desacelerar nos próximos trimestres, com projeções diversas para o ano, incluindo 2,3% pela Fazenda e 1,7% em algumas estimativas.
O PIB brasileiro cresceu 1,1% no 1º trimestre de 2026, segundo o IBGE, impulsionado pelos três setores. Agropecuária teve alta de 2%, seguida pela indústria com 1,0% e pelos serviços em 0,5%. O desempenho anual também aponta vantagem sazonal.
Em valores correntes, a atividade soma 3,3 trilhões de reais. A Despesa de Consumo das Famílias subiu 1,7% no período, apontando dinamismo impulsionado por incentivos governamentais e valorização real do salário mínimo.
Desempenho por setores
A indústria contribuiu com recuperação relevante, especialmente na área extrativa, que depende menos da política monetária. Mesmo assim, a taxa de investimento de 16,5% do PIB ainda é considerada baixa para ampliar infraestrutura e produtividade.
Perspectivas monetárias
Analistas apontam que o consumo mais forte pode manter pressão sobre a taxa Selic. A projeção é de cortes mais modestos em 2026, com espaço restrito após o atual ciclo de aperto.
Contornos fiscales e comércio
O aumento da dívida pública, associado aos incentivos, é visto como fator que pode retardar reduções de juros no curto prazo. Saldo de exportações e importações indica demanda interna firme e pressão sobre a balança comercial.
Projeções para o restante do ano
As expectativas domésticas variam: alguns bancos projetam crescimento próximo de 1,7% para 2026, enquanto o governo mantém estimativa de 2,3%. Mesmo com o ritmo recente, analistas ressaltam desaceleração externa e volatilidade relacionada a fatores externos.
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