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Contratados protestam demissões na sede europeia da Meta

Trabalhadores da Covalen protestam em Dublin contra demissões na Meta, exigindo maior indenização e pagamento para quem não atinge dois anos de serviço

Photograph: Joel Khalili
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  • Funcionários contratados pela Covalen, em Dublin, enfrentam demissões até o fim de junho; a maior parte não receberá indenização por terem menos de dois anos de serviço, enquanto os demais recebem o mínimo previsto pela legislação local (duas semanas por ano).
  • Trabalhadores protestaram diante da Covalen e, em seguida, no perímetro do complexo europeu da Meta em Dublin, pedindo o dobro da oferta de indenização e pagamento para quem não completa dois anos.
  • A Meta informou que planeja reduzir a dependência de terceiros e fortalecer seus sistemas internos; disse que as decisões de contratação são da Covalen e que os protestos não envolvem funcionários da Meta.
  • As demissões de Covalen representam a segunda rodada desde novembro, com quase metade do quadro de funcionários da empresa sendo eliminado; a maioria atua como anotadores de dados para revisar conteúdo gerado pelos modelos de IA da Meta.
  • O direito trabalhista na Irlanda dificulta a atuação de sindicatos; a Covalen não reconhece o CWU, sindicato que representa os trabalhadores, que planejam novas ações na sequência.

Ações de trabalhadores terceirizados da Covalen, empresa de Dublin responsável por moderação de conteúdo e rotulagem de dados para a Meta, escalonaram-se nesta semana. Cerca de 700 colaboradores foram informados, em abril, de que puderam ser dispensados por queda na demanda. A medida ocorre em meio a cortes amplos na Meta.

Os funcionários protestam contra o tratamento diferenciado em relação aos funcionários em tempo integral de Mark Zuckerberg, que devem receber pacotes de indenização mais generosos. O núcleo da reivindicação é pela majoração do pacote de saída e pela compensação para quem não atinge o período mínimo de 2 anos de serviço.

Protesto e mobilização

  • Em Dublin, por volta das 13h, trabalhadores reuniram-se em frente à sede da Covalen, em prédio de tijolos vermelhos no coração da cidade, para iniciar a mobilização.
  • Dois horas depois, mais de 150 pessoas partiram em passeata rumo ao campus da Meta, interrompendo parcialmente o tráfego ao longo de uma avenida principal.
  • Ao chegar ao complexo da Meta, seguranças impediram a passagem e os manifestantes repetiram cânticos contra a remuneração oferecida.

Sequência de ações e cenário de negociação

  • A CWU, sindicato que representa muitos trabalhadores da Covalen, afirma que a maioria receberá apenas o mínimo previsto pela legislação local.
  • A proposta de reajuste contempla pagamento adicional para quem tem até dois anos de contrato, além de uma possível flexibilização de um período de cooldown de seis meses para trabalhar em outra conta da Meta.
  • A Covalen não respondeu de imediato a pedidos de comentário. A Meta confirmou que busca reduzir a dependência de fornecedores terceirizados e reforçar seus sistemas internos, afirmando que as decisões de contratação cabem à Covalen.

Contexto e desdobramentos

  • Este é o segundo corte de quadro anunciado pela Covalen desde novembro, com a maioria dos impactos concentrados em funções de anotação de dados para revisar conteúdos gerados pela IA da Meta.
  • As funções envolvidas incluem a avaliação de conteúdo potencialmente ilícito e a criação de prompts para contornar salvaguardas de segurança, atividades descritas por trabalhadores como extenuantes.
  • Enquanto a Meta segue realizando grande plano de demissões internas, os trabalhadores terceirizados enfrentam pacote de saída menor e menos benefícios, em comparação.

Repercussos legais e econômicos

  • Especialistas apontam que a legislação irlandesa não garante reconhecimento automático de sindicato em negociações com empregadores, o que agrava a posição dos trabalhadores na Covalen.
  • A CWU continua buscando formas de pressionar a Covalen e, indiretamente, a Meta, para revisar os termos de indenização e direitos durante o período de transição.

Perspectivas dos trabalhadores

  • A maioria dos afetados permanece com o risco de perder o emprego ao fim de junho, ainda que alguns tenham sido realocados para outras funções.
  • A militância tem ganhado apoio local, com a comunidade observando as ações e, em alguns casos, aprovando os protestos e a defesa dos trabalhadores.

Situação atual

  • A mobilização ocorreu após semanas de paradas esporádicas e protestos em frente à Covalen, com o objetivo de ampliar a pressão sobre as partes envolvidas.
  • A indefinição quanto aos termos de indenização segue como ponto central de negociação entre a CWU e a Covalen, com a Meta mantendo posição de não interferir diretamente nas decisões de terceirizados.

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