- O PIB cresceu 1,1% no primeiro trimestre, impulsionado pela atividade econômica e por estímulos governamentais, com contribuição do agronegócio.
- A dívida pública continua aumentando e não há sinal de reversão, o que gera insegurança sobre o futuro e pressiona a política de juros.
- A inflação deve fechar o ano em torno de 5%, mantida pela alta de combustíveis e demanda de alimentos, ainda com a valorização do real ajudando a conter quedas cambiais.
- O desemprego está próximo do pleno emprego, com 5,8% da população ativa à procura de trabalho; há escassez de mão de obra em setores como a construção civil.
- 80,4% das famílias estão endividadas; o programa Desenrola 2, destinado à renegociação de dívidas, pode acabar funcionando mais como uma reincidência de endividamento do que como solução.
O PIB brasileiro avançou 1,1% no primeiro trimestre em relação ao trimestre anterior, apontando atividade firme. A bancada governista atribui o crescimento a estímulos eleitoreiros que aqueceram o consumo, além do impulso do agronegócio, com safras sazonais.
Mesmo com o dinamismo, a percepção de sufoco persiste entre a população. A formação de gastos de famílias responde pela maioria do endividamento, enquanto a expansão da dívida pública acompanha o ritmo da atividade.
O mercado de trabalho está perto de plena ocupação, com apenas 5,8% da força ativa buscando empregos. A construção civil destaca-se pela escassez de mão de obra em algumas regiões.
A inflação sobe pela alta de combustíveis e por medidas de impulso fiscal. A alta cambial já não é mais vista como risco, com ganhos recentes do real e melhora nas receitas com petróleo. O fechamento anual deve ficar próximo de 5%.
Dívida pública e juros
A trajetória da dívida pública mantém tendência de crescimento, sem sinal de reversão. O aumento do déficit fiscal eleva a percepção de insegurança sobre o cenário fiscal, alimentando a probabilidade de juros mais altos. Atualmente, a Selic está em 14,5% ao ano.
No ambiente de incertezas, empresas e mercados observam tensões ligadas à Guerra no Irã e ao calendário de eleições, que pode influenciar políticas econômicas. A pressão por crédito caro segue como efeito direto dessa dinâmica.
80,4% das famílias estão endividadas, apontando para a fragilidade do consumo apesar do crescimento do PIB. O programa Desenrola 2, destinado à renegociação de dívidas, pode acabar repetindo problemas já vistos, ao invés de reduzir o peso das dívidas, segundo avaliação de especialistas.
As autoridades ressaltam que o apetite por crédito e a retirada de incentivos podem moldar o ritmo da economia no segundo semestre. O cenário permanece complexo, com dados divergentes entre atividade e percepção do cidadão comum.
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