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Estatais federais registram rombo de R$ 5,9 bilhões de janeiro a abril

Rombo de estatais federais chega a 5,9 bilhões nos quatro primeiros meses, pior quadrimestre desde 2024, equivalente a 0,14% do PIB

Fachada do prédio do Banco Central em Brasília
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  • As estatais federais registraram rombo de R$ 5,9 bilhões nos primeiros quatro meses deste ano, conforme relatório de estatísticas fiscais do Banco Central, equivalente a 0,14% do PIB.
  • O BC destaca que o indicador não inclui Petrobras, Eletrobras nem os bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
  • Este é o pior resultado para o primeiro quadrimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o prejuízo foi de R$ 2,73 bilhões.
  • Em 2025, os Correios tiveram rombo de R$ 8,5 bilhões, três vezes maior que o resultado de 2024, e estão em processo de reestruturação com patrimônio líquido negativo e prejuízo acumulado.
  • O plano de reestruturação dos Correios prevê medidas para melhorar fluxo de caixa, regularizar pendências e recuperar a credibilidade junto a fornecedores, empregados e clientes.

O rombo das estatais federais somou 5,9 bilhões de reais nos primeiros quatro meses deste ano, segundo o relatório de estatísticas fiscais do Banco Central. O resultado equivale a 0,14% do PIB e abrange o período de janeiro a abril.

Conforme o BC, o indicador não inclui Petrobras, Eletrobras nem os bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Em termos históricos, foi o pior primeiro quadrimestre desde o ano anterior, quando houve deficit de 2,73 bilhões de reais.

A comparação para o ano completo de 2025 aponta que o desempenho acumulado até abril já se aproxima do déficit do ano passado, reforçando a piora relativa no primeiro quadrimestre. Abril ficou entre os meses mais deficitários do período.

Correios em foco

Entre as estatais relevantes, os Correios registraram prejuízo de 8,5 bilhões de reais em 2025, reduzindo o desempenho frente a 2024. A empresa passa por um processo de reestruturação para enfrentar patrimônio líquido negativo e queda de liquidez.

O plano de reestruturação contempla fases para reorganizar o fluxo de caixa, regularizar pendências com fornecedores e terceirizados e recuperar previsibilidade financeira. A primeira etapa já envolve ações para normalizar obrigações e melhorar a relação com credores.

Como parte do ajuste, os Correios conseguiram captar 12 bilhões de reais em crédito com um pool de bancos, assegurando liquidez imediata para quitação de dívidas e continuidade de investimentos. A medida visa estabilizar operações e a credibilidade da empresa.

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